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Parlamento da Alemanha aprova novas leis de asilo no país

Novas regras reduzirão os benefícios em dinheiro pagos aos que buscam asilo, aceleram a revisão desses pedidos, agilizam a partida dos que tiverem seus pedidos rejeitados

O Parlamento alemão aprovou leis mais rígidas para asilo no país nesta sexta-feira, no momento em que o país busca lidar com o grande número de imigrantes que entra na maior economia da Europa. Berlim espera que entre 800.000 e 1 milhão de pessoas cheguem à Alemanha neste ano, com a intenção de pedir asilo. O total representa quase 1% da população do país. Autoridades disseram que até 10.000 pessoas buscam abrigo na Alemanha a cada dia.

O esforço da chanceler alemã Angela Merkel em acolher os refugiados no país provocou divergências no Parlamento e mesmo dentro de sua própria coalizão. “O número de pessoas chegando a nós neste ano é simplesmente muito alto. Eu não sei de ninguém que discorde seriamente disso”, afirmou o ministro do Interior, Thomas de Maizière. “Nós trabalhamos intensivamente pela redução deste número – em nível internacional, europeu e nacional”, disse o ministro.

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As novas regras reduzirão os benefícios em dinheiro pagos aos que buscam asilo, aceleram a revisão desses pedidos, agilizam a partida dos que tiverem seus pedidos rejeitados e dificultam que cidadãos de Albânia, Kosovo e Montenegro se tornem refugiados. O governo também destinou cerca de 6 bilhões de euros (mais de 24 bilhões de reais) em dinheiro extra para lidar com os crescentes custos relacionados a essa questão neste ano e no seguinte. Isso deve em grande medida beneficiar os dezesseis Estados federais alemães, que reclamam da crescente pressão sobre suas contas.

A aprovação do novo pacote de leis também acontece após os líderes da União Europeia (UE) discutirem medidas para conter o fluxo de imigrantes no continente. Os planos incluem fortalecer o controle fronteiriço na UE, a criação de áreas onde imigrantes possam ser rapidamente registrados e a contratação de pessoas para enviar de volta aqueles que não se qualificam para asilo.

(Da redação)