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Parlamento britânico rejeita 2º referendo e aceita postergar o Brexit

Outras três propostas ainda serão votadas nesta quinta: elas pretendem modificar de formas diferentes o processo atual de saída do Reino Unido da UE

O Parlamento do Reino Unido descartou nesta quinta-feira, 14, por 334 votos contra 85, uma emenda que pedia a prorrogação do Brexit para a realização de um segundo plebiscito. Horas depois, aprovou a postergação da saída do país da União Europeia por 412 a 202 votos. O bloco europeu dará a palavra final sobre essa alternativa.

No próximo dia 20, o Parlamento se reunirá novamente com a missão de formular um plano para a retirada. Se houver sucesso, o início do Brexit será adiado de 29 de março para 30 de junho. Caso se frustre, o governo britânico terá de pedir prazo maior para o bloco europeu. Nesse caso, Londres deverá participar da eleição do novo Conselho Europeu.

Esta foi a primeira vez que os parlamentares se pronunciaram sobre esta questão, impulsionada pela deputada do Grupo Independente Sarah Wollaston. A emenda previa incluir nesse plebiscito a possibilidade de que se escolhesse a possibilidade do país permanecer dentro da União Europeia (UE).

A proposta, contudo, não é vinculativa, o que significa que esta questão pode ser revista futuramente pelo Parlamento.

Demais emendas

Além da emenda proposta pela deputada Wollaston, o presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, selecionou outras três propostas para serem votadas ainda nesta quinta, que pretendem modificar de formas diferentes o processo atual do Brexit.

O parlamentar trabalhista Hilary Benn propôs uma cláusula que estabelece que a quarta-feira, 20 de março, deve ser reservada para um debate que inicie o processo para permitir que os deputados votem sobre as diferentes alternativas do Brexit.

O Partido Trabalhista apoia de forma oficial outra iniciativa que diz que o período para a saída da UE deve ser estendida para dar tempo para que os deputados formem uma maioria para encarar o Brexit.

A proposta pede, formalmente, um prolongamento do Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que estabelece a possibilidade de um país membro da UE sair do bloco quando desejar, desde que um acordo seja negociado entre as partes.

Em quarto lugar, Bercow selecionou a emenda apresentada pelo também trabalhista Chris Bryant, que solicita que May não possa voltar a apresentar o seu acordo na Câmara dos Comuns.

As propostas apresentadas por May, após negociação com os outros 27 países membros do grupo, já foram rejeitadas duas vezes desde o ano passado.

Está previsto que a votação para atrasar a saída da UE comece às 19h GMT (16h em Brasília), ao término do debate em Westminster sobre o tema. O adiamento desponta como a única opção depois que o Parlamento rejeitou ontem e anteontem o acordo e a saída da UE sem um pacto.

(Com EFE)