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Parlamentar centrista Francisco Sagasti é eleito novo presidente do Peru

Ele é terceiro a ocupar cargo em uma semana, com o desafio de pôr um fim a uma crise política que levou milhares de cidadãos indignados às ruas

Por Da Redação Atualizado em 16 nov 2020, 17h41 - Publicado em 16 nov 2020, 17h23

O parlamentar de centro Francisco Sagasti foi eleito pelo Congresso nesta segunda-feira, 16, o novo presidente do Peru. Ele é o terceiro a ocupar o cargo em uma semana, com o desafio de pôr um fim a uma crise política que levou milhares de cidadãos indignados às ruas.

Engenheiro de 76 anos e ex-funcionário do Banco Mundial, Sagasti foi eleito novo presidente do Congresso e cabe a ele assumir automaticamente a chefia de Estado, segundo a Constituição do país. Candidato único, assim que Sagasti superou os 60 votos necessários para ocupar o cargo foi aplaudido por seus colegas no plenário. O parlamentar deverá concluir o atual período de governo, que termina em julho de 2021.

Uma primeira votação para eleger o novo presidente peruano fracassou no domingo e tinha a parlamentar de esquerda Rocío Santisteban como candidata única. Ela conseguiu apenas 42 votos.

O cargo foi deixado por Manuel Merino de Lama, que havia assumido na última terça-feira 10, na manhã deste domingo 15, depois de uma noite de protestos. Duas pessoas morreram durante as manifestações contra o governo de transição nomeado após a destituição de Martín Vizcarra.

Merino fez um pronunciamento via televisão minutos depois que o Congresso do país se manifestou, pedindo pela decisão de abandonar o cargo, como forma de encontrar uma saída para a crise constitucional peruana.

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“Quero tornar público para todo país que apresento minha renúncia”, declarou Merino, o que deflagrou uma celebração imediata nas ruas de Lima, um dia depois da violenta repressão a manifestações, com saldo de mais de 100 feridos.

Merino, assumiu a Presidência do Peru na terça-feira 10, depois que Martín Vizcarra sofreu impeachment por “incapacidade moral” devido a casos de corrupção, se tornando o terceiro político a assumir o cargo desde 2016, em um reflexo da fragilidade institucional do país. 

Como seus antecessores, Merino está envolvido em escândalos e é investigado por tráfico de influência. Supostamente, o discreto político teria facilitado contratos entre sua família e o governo.

O Congresso peruano já vinha pressionando por sua renúncia desde a noite de sábado, após a violenta repressão dos multitudinários protestos contra o atual governo em Lima e em outras cidades do país. Dez dos 18 ministros do gabinete de Merino renunciaram na noite de sábado.

A ação policial contra as manifestações tem sido duramente questionada pela ONU e por organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, desde que começaram os protestos na terça-feira.

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