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Para demonstrar poder, Putin faz todo mundo esperar, até o papa

O presidente russo costuma deixar líderes mundiais esperando mais de uma hora por sua presença

Por Da Redação 14 jun 2015, 07h59

Poucas pessoas deixariam o papa esperando. Vladimir Putin, no entanto, é uma exceção. O presidente russo se atrasou não só uma, mas duas vezes para encontros com o papa Francisco nos últimos anos. E o pontífice não é o único que teve sua paciência testada. Os atrasos de Putin são legendários. Ele já deixou jornalistas, líderes mundiais e até mesmo sua ex-mulher esperando por mais de uma hora, aponta o jornal The Guardian.

Para Putin, deixar seus convidados e anfitriões esperando parece ser sinal de respeito. Em 2013, em seu primeiro encontro com o papa Francisco, Putin se atrasou 50 minutos. Para visitar a rainha da Grã-Bretanha, em 2003, foram 14 minutos de demora, e um ano antes, familiares de crianças mortas em um acidente de avião tiveram de esperar o presidente no cemitério por duas horas. Viktor Yanukovich, presidente ucraniano deposto, também sofreu com a falta de pontualidade e aguardou pacientemente por longas quatro horas para ser recebido por Putin.

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Para conferências televisionadas e discursos preparados com antecedência, Vladimir Putin parece estar sempre pontual, o que pode significar que seus atrasos em encontros com líderes russos e internacionais são orquestrados como manobras políticas. Sua ex-mulher, no entanto, não gostou dessa pressão psicológica. Lyudmila Putina chegou a chorar após Putin deixá-la esperando por mais de uma hora em seu primeiro encontro. “Os primeiros 15 minutos de atraso são OK, meia hora também tudo bem. Mas quando se passa uma hora e ele ainda não chegou, você começa a chorar”, ela contou, segundo o Guardian.

No encontro com o papa nesta quarta-feira, a usual falta de pontualidade de Putin, de novo, foi notada. Porém, em sinal de que até Putin pode se sentir mal em deixar alguém tão importante como o chefe da igreja católica esperando, seu porta-voz, Dmitry Peskov, decidiu justificar aos jornalistas a demora. “Isso aconteceu porque os diálogos em Milão duraram mais do que o esperado e nossa carreata estava muito lenta ao se mover pelas ruas de Milão e Roma. E claro, durante todo o tempo mantivemos contato com o Vaticano e explicamos nosso atraso”.

(Da redação)

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