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Para China, vitória de Obama pode melhorar relações

Governo chinês espera que política do democrata beneficie as duas potências

Por Da Redação 7 nov 2012, 12h00

O governo chinês felicitou nesta quarta-feira Barack Obama por sua vitória nas eleições presidenciais dos EUA e expressou o desejo de que a política do dirigente em seu segundo mandato beneficie as duas potências.

‘A China espera um progresso maior na cooperação entre ambos, que beneficie tanto a população dos dois países como ao mundo’, afirmou em entrevista coletiva o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês Hong Lei.

Ele acrescentou que o presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao mandaram mensagens felicitando Obama pela reeleição. Hu destacou em sua mensagem principalmente o trabalho realizado pelo presidente americano, dizendo que ‘nos últimos quatro anos e graças aos esforços de ambas as partes as relações entre EUA e China tiveram um progresso positivo’.

A imprensa oficial chinesa, no entanto, disse nesta quarta-feira que as relações com os Estados Unidos não foram equilibradas no primeiro mandato do presidente Barack Obama, mas que a sua reeleição ‘representa uma oportunidade de recolocar os laços entre os dois países de volta nos trilhos’.

Um comentário divulgado pela agência estatal de notícias Xinhua, pouco depois de Obama ser reeleito, parecia indicar um certo alívio de que a continuidade foi assegurada num momento em que os líderes chineses estão envolvidos com a própria transição de poder. Mas a Xinhua reconheceu que existem questões amargas entre as duas maiores economias do mundo, e afirmou que a confiança mútua entre os países diminuiu.

“Já que as duas economias estão cada vez mais interligadas, um novo governo dos Estados Unidos deveria começar a aprender como construir um relacionamento mais construtivo e racional com a China”, afirmou a agência. “O novo governo Obama deveria talvez ter em mente que um relacionamento mais forte e dinâmico entre os Estados Unidos e a China, especialmente no comércio, não apenas dará aos EUA ricas oportunidades de negócios, mas também ajudará a reviver a frágil economia global.”

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O republicano Mitt Romney havia feito declarações duras sobre a China durante sua campanha presidencial – disse repetidamente que no seu primeiro dia como presidente iria tratar a China como “manipuladora de moeda”. Em contraste, Obama assumiu um tom menos agressivo.

Desafios – Agora, como presidente reeleito, Obama terá de administrar um relacionamento que inclui questões como comércio, moeda e espionagem industrial. “Com o relacionamento China-EUA em tal turbulência, ninguém pode prever se Obama adotará política mais benigna estratégica, econômica e politicamente”, disse o diretor do Centro para Estudos Americanos da Universidade Renmin, em Pequim, Shi Yinhong. “É possível, mas não será necessariamente assim.”

Nesta quinta-feira pelo horário local, a China inicia o processo de transferência de poder, com a abertura do XIX Congresso do Partido Comunista, que deve se prolongar por sete dias.

(Com agência Reuters e EFE)

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