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Para Breivik, miscigenação é a causa dos problemas sociais do Brasil

Assassino de Oslo cita país doze vezes em manifesto publicado na internet

Por Da Redação 25 jul 2011, 22h45

Em seu manifesto de 1500 páginas, o autor do duplo atentado em Oslo que matou 76 pessoas, Anders Behring Breivik, citou o Brasil como exemplo do efeito negativo da mistura de raças. Segundo ele, a miscigenação da população brasileira é a causa da desigualdade social, da corrupção e do que chamou de falta de produtividade.

“Os resultados são evidentes e se manifestam num alto nível de corrupção, falta de produtividade e um eterno conflito entre várias ‘culturas’ competindo, enquanto as ‘sub-tribos’ criadas (preto, mulato, mestiço, branco) paralisam qualquer esperança de sequer alcançar o mesmo nível de produtividade e igualdade de, por exemplo, Escandinávia, Alemanha, Coreia do Sul e Japão”, escreveu o atirador.

Para Breivik, se na Europa ocorresse uma mistura de raças semelhante ao caso brasileiro, o resultado seria devastador e um grande atraso. “Além disso, seria um crime grave contribuir de alguma forma para a aniquilação, desconstrução e genocídio dos povos nórdicos por definição.”

“Um país com culturas que competem entre si se destruirá internamente a longo prazo ou terminará como um país permanentemente disfuncional como o Brasil”, acrescenta.

O atirador citou o Brasil doze vezes no documento. Além das críticas à sociedade brasileira, Breivik mencionou o acidente com césio 137 em Goiânia, em 1987, como exemplo de contaminação de radioatividade. Ele buscou advertir os seus possíveis seguidores sobre o perigo de transportar bombas: “Seja extremamente cuidadoso quando lidar com material radiológico”.

Documento – O manifesto, intitulado A European Delaration of Independence – 2083 (Uma declaração de Independência Europeia – 2083) foi distribuído aos amigos de Breivik no Facebook (cerca de 7 000 pessoas) horas antes do massacre. Trata-se de um compêndio caudaloso de reflexões políticas, filosóficas, religiosas e sociológicas, um diário do período em que os atentados foram planejados e ainda uma fonte de informações sobre a vida privada do assassino, que emerge das páginas como um jovem perturbado e tomado por delírios de grandeza.

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