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Paquistanesa processa revista indiana por ensaio sensual

Atriz diz que posou vestida para fotos; Publicação nega alterações

Por Da Redação - 5 dez 2011, 18h17

A atriz paquistanesa Veena Malik abriu processo nesta segunda-feira contra a versão indiana da revista masculina FHM. A publicação foi às bancas com um ensaio sensual dela na edição de dezembro, mas Veena alega que posou para a revista com “algumas roupas” e que as imagens foram alteradas no Photoshop. Em contrapartida, a revista diz que as acusações são falsas e que possui um vídeo para provar isso.

“A senhora Malik foi enganada. Ela fez uma sessão de fotos, mas não havia nudez. Ela usava algumas roupas”, disse à rede BBC o advogado de Veena, Ayaz Bilawala. A defesa exigiu uma indenização de 2 milhões de dólares, além da retirada de todas as cópias da revista das bancas. “Nas fotos que foram mostradas a ela para aprovação, ela aparecia com roupas”, acrescentou Bilawala, defendendo que as fotos foram alteradas.

“Todas as acusações são falsas e nós estamos estudando várias opções, inclusive um processo”, disse à BBC Kabeer Sharma, editor da revista. Sharma diz que as fotos são autênticas e que tem um vídeo como prova, mas não o divulgará devido “à natureza” das imagens.

Política – Porém, a controvérsia da publicação vai muito além da autenticidade das fotos, com implicações sociais e políticas. Em primeiro lugar, o Paquistão, país de Veena, é uma nação muçulmana altamente conservadora, que não tolera ensaios nus. Recentemente, a atriz também se envolveu em outra controvérsia por discutir com um líder religioso muçulmano na televisão. Ele a acusou de ter “comportamento imoral” em um reality show do qual participou na Índia.

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Para piorar, Veena estampa uma tatuagem com as iniciais “ISI”, sigla do serviço secreto paquistanês (Inter-Services Intelligence). Recentemente, a ISI foi acusada por autoridades americanas de apoiar milícias terroristas no Paquistão. A inteligência do Paquistão também já foi acusada de estar por trás dos atentados terroristas em Mumbai, que mataram 166 pessoas em 2008.

Além disso, há tensões históricas entre Índia e Paquistão. Desde a independência e partilha do subcontinente, em 1947, a Índia e o Paquistão passaram por várias guerras e mantêm conflitos de menor intensidade, principalmente pela região da Caxemira, cujo território segue dividido na atualidade. O governo indiano também reivindica uma ação mais decidida contra os grupos terroristas que operam no território paquistanês e realizam atentados como o de 2008.

ISI – Em entrevista à rede BBC, Sharma disse que a ideia da tatuagem foi dele, mas foi Veena quem sugeriu escrever ISI em letras maiúsculas. “Na Índia nós fazemos piada com isso. Se algo dá errado, nós dizemos que a ISI deve estar por trás disso”, afirmou Sharma, dizendo que se tratava de uma brincadeira.

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