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Papademos promete reformas sem cortar salários nem subir impostos

Atenas, 14 dez (EFE).- O primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, prometeu nesta quarta-feira ‘reformas estruturais’ que ajudem o país a sair da crise e começar a crescer em 2013, mas sem cortes salariais nem de aposentadorias e sem altas de impostos.

‘Não planejamos mais reduções nos salários ou nas pensões nem incrementos de impostos’, disse o chefe de Governo e ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) durante um discurso na 22ª conferência sobre economia grega da Câmara de Comércio Heleno-Americano.

Papademos reconheceu que, devido à incidência da crise no país, a economia real se encontra em ‘um estado lamentável’ e que, vítima da recessão, o Produto Interno Bruto (PIB) grego se contrairá neste ano acima do 5,5% previsto.

Mesmo assim, o primeiro-ministro afirmou que em 2013 a Grécia poderá voltar ao crescimento positivo, depois que, de acordo com as previsões, a economia grega se contrair 2,8% em 2012 – um prognóstico que alguns analistas e políticos gregos consideram agora otimista demais.

Porém, para isso serão necessárias ‘reformas estruturais’ no mercado de trabalho e no setor público, advertiu Papademos, para que o país realize uma ‘transição’ a um ‘novo modelo de crescimento baseado na produção de qualidade’.

O primeiro-ministro prometeu que será aberta à concorrência a profissões ‘fechadas’ (como a de taxista e tabelião) e que a evasão fiscal será combatida.

Papademos avaliou muito positivamente os resultados da cúpula europeia do dia 9 de dezembro e destacou que, ‘em uma economia de déficit fiscal crônico como a da Grécia’, a chamada regra de ouro da disciplina fiscal ajudará a conduzir a economia de forma ‘mais responsável’.

‘A solidariedade europeia requer responsabilidade nacional’, acrescentou, pedindo aos empresários gregos e da diáspora a ‘repatriar’ os capitais e investir no país.

Por outro lado, o primeiro-ministro pediu a extensão do mandato de seu Governo para que seja capaz de implementar as reformas, um pedido que foi recebido com aplausos dos presentes na Câmara, em sua maioria grandes empresários.

Os membros da coalizão que apoia Papademos – socialistas, conservadores e extrema-direita – discordam sobre esse assunto e a conservadora Nova Democracia exigiu a manutenção do dia 19 de fevereiro de 2012 ou uma data próxima para as eleições, como foi estabelecido no pacto de Governo. EFE