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Papa promete combater abuso sexuais de sacerdotes a freiras

Crimes foram tema de cobertura do jornal oficial do Vaticano, L´Osservatore Romano; para pontífice, casos mostram que a humanidade ainda não amadureceu

Por Da Redação 5 fev 2019, 20h58

O papa Francisco admitiu pela primeira vez nesta terça-feira, 5, o abuso sexual cometido por vários padres e bispos a freiras e se comprometeu a lutar com maior vigor contra esses casos. O pontífice lembrou que o papa Bento XVI tomara medidas contra uma ordem religiosa francesa depois de constatado que freiras tinham sido reduzidas a “escravas sexuais” por sacerdotes.

“Devemos fazer algo a respeito? Sim. É um caminho que já começamos”, disse Francisco aos jornalistas que viajavam com ele no voo de volta dos Emirados Árabes Unidos a Roma.

“Não é que todo mundo faça isso, mas houve sacerdotes e bispos que fizeram isso. Creio que continua (a acontecer) porque não é como se parasse assim que nos déssemos conta. Continua. Há algum tempo temos trabalhado nisso”, acrescentou.

  • O tema surgiu em meio a escândalos de abusos sexuais de menores por integrantes da Igreja. Nesta semana, o suplemento feminino do jornal L´Osservatore Romano dedicou uma edição aos abusos sexuais e morais sofridos pelas religiosas. A colaboradora do L´Osservatore Lucetta Scaraffia pediu que a Igreja não ignore essa situação de opressão às mulheres.

    A agência Ansa lembrou que, recentemente, a União Internacional das Superioras Gerais (Uisg), entidade que reúne líderes de congregações religiosas de todo o mundo, divulgou um apelo instando as freiras a denunciarem casos de abuso.

    Francisco lamentou os ataques a mulheres e disse que a humanidade não amadureceu e ainda considera a mulher como ser de segunda classe. As medidas tomadas pelo pontífice, segundo falou, incluem suspensões e expulsões de religiosos. “É uma coisa que vem de muito tempo.”

    (Com Estadão Conteúdo)

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