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Papa pede que grupos religiosos na Síria cooperem pela paz

O papa Bento XVI manifestou nesta segunda-feira à noite a sua “dor” e sua “extrema preocupação” devido ao recente massacre que deixou 108 mortos na Síria, e desejou que as comunidades religiosas se comprometam a “cooperar mutuamente” para chegar à paz.

“Esse massacre suscita a dor e a profunda preocupação do Santo Padre e de toda a comunidade católica”, afirmou o porta-voz da Santa Sé, o padre jesuíta Federico Lombardi.

“A Santa Sé renova o seu apelo pelo fim de todas as formas de violência e exorta as partes envolvidas e toda a comunidade internacional a não pouparem esforços para resolver a crise por meio do diálogo e da reconciliação”, acrescentou em um comunicado.

“Os líderes e os fiéis das diversas religiões, por meio das orações e da colaboração mútua, são convocados a promover a paz desejada, dando mostras de um grande compromisso, para o bem de toda a população”, prosseguiu.

O massacre de Houla ocorreu na noite de sexta-feira para sábado e provocou uma onda de indignação internacional. As autoridades sírias negam qualquer responsabilidade.

Na Síria multiconfessional, onde o cristianismo está presente há dois mil anos, 7,5% dos cerca de 20 milhões de habitantes são cristãos.

Os alauitas no poder teceram relações privilegiadas com a comunidade cristã. Estes temem um cenário parecido com o do Iraque, em caso de queda do governo do Baath, do presidente Bashar Al-Assad.

Uma instabilidade favorável ao islamismo pode ser ruim para os cristãos, e os padres sírios mostraram uma certa prudência frente à crise, embora tenham condenado a violência.