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Papa pede à Cúria Romana que evite ‘fofocas’ no trabalho

Em mensagem de Natal, Francisco exortou exemplo de São José, 'tão calado e necessário', e pediu profissionalismo àqueles que comandam a Igreja

Por Da Redação - 21 dez 2013, 08h46

O papa Francisco pediu neste sábado aos membros da Cúria Romana, o governo da Igreja Católica, que evitem as fofocas, pois “elas só prejudicam a qualidade das pessoas, do trabalho e do ambiente”. Francisco recebeu pela manhã os membros da Cúria para a tradicional felicitação de Natal e a ocasião serviu ao pontífice para recordá-los de que suas principais características têm de ser o “profissionalismo e o serviço”.

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“Peço que exerçam a consciência para que nos oponhamos a praticar uma lei não escrita de nossos ambientes, que infelizmente é a das fofocas”, pediu o papa, que desde que o início de seu pontificado empreendeu uma reforma da Cúria, ajudado por uma comissão de oito cardeais, o chamado G-8 papal.

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Aos membros da Santa Sé, Francisco pediu que sigam o exemplo de São José, pai de Jesus: “Tão calado e tão necessário ao lado da virgem Maria”. Afirmou o papa, sobre o patriarca da Sagrada Família: “Pensemos nele, em sua preocupação com sua mulher e com a criança. Isso nos diz muito sobre nosso serviço à Igreja”, acrescentou.

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Francisco iniciou sua mensagem agradecendo a todos pelo “serviço diário, cuidado, diligência e criatividade” e pelo “esforço de colaborar no trabalho, de se ouvir e se confrontar, de valorizar personalidades e qualidades diferentes no respeito recíproco”. Aos membros da Cúria o pontífice explicou que suas principais características precisam ser “o profissionalismo, que significa competência, estudo, e atualização”.

O pontífice advertiu ainda que “quando não há profissionalismo, lentamente se vai deslizando rumo à área da mediocridade”. Francisco também manifestou sua admiração pelos “monsenhores que seguem o modelo dos antigos membros da Cúria, pessoas exemplares, que trabalham com competência, com rigor, com abnegação, desempenhando com zelo suas tarefas da cada dia”, e pediu esses sejam os modelos a inspirar os que trabalham na Santa Sé”.

(Com agência EFE)

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