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Papa Francisco visitará a Argentina só em dezembro, diz jornal

Segundo o 'Clarín', viagem ocorreria em julho, mas foi adiada por causa da Jornada Mundial e pela proximidade com as eleições legislativas na Argentina

Por Da Redação 26 mar 2013, 15h00

O papa Francisco vai visitar a Argentina na primeira quinzena de dezembro, informou nesta terça-feira o jornal Clarín, com base em fontes da Igreja Católica. A viagem poderá incluir uma visita ao Chile e uma escala no Uruguai. Se confirmada, a visita de Francisco a sua terra natal ocorrerá meses depois da viagem do papa ao Brasil, em julho, para participar da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro.

O diário argentino afirma que Francisco iria à Argentina em meados deste ano, mas esta opção encontrou obstáculos, como o próprio evento no Brasil e o período de campanha eleitoral – o país terá eleições legislativas em outubro. Evitar qualquer envolvimento no processo eleitoral argentino pode ser importante para o novo papa diante das tentativas desesperadas e oportunistas da presidente Cristina Kirchner de atrair o novo papa para temas políticos que fogem ao pontificado.

Em sua primeira visita ao Vaticano, Cristina foi recebida por Francisco mesmo depois de rejeitar muitos pedidos de audiência do então cardeal de Buenos Aires Jorge Mario Bergoglio. A exploração política do encontro por parte da mandatária deu-se de várias formas, a mais explícita no pedido para que Francisco intercedesse na discussão sobre as Malvinas. Tentativa ilógica, já que o tema não está na esfera de atuação do papa – Francisco não vai interferir na política latino-americana. Apesar de sua origem ter sido destaque depois de sua eleição, ao iniciar o pontificado, o papa deixa de ter nacionalidade, passando a ser “servo dos servos de Deus”.

Cristina também aproveitou o encontro com o papa para tentar se aproximar de quem foi seu adversário enquanto esteve em Buenos Aires. Bergoglio foi um dos principais críticos do governo dos Kirchner, especialmente em relação à política econômica. Como papa dos pobres, ele agora ofuscará os populistas da região, que terão de rever seu discurso social. Para Cristina, poderia ser um ganho posar mais uma vez ao lado do papa antes das eleições legislativas. No entanto, essa aproximação também poderia deixá-la na sombra.

(Com agência Reuters)

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