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Papa Francisco triplicou o número de fiéis no Vaticano

Pesquisa divulgada pelo Vaticano atestou que Francisco atraiu 6,6 milhões de pessoas ao local. O papa emérito Bento XIV foi visto por 2,3 milhões em 2012

A popularidade do papa Francisco agora pode ser medida em números. Uma pesquisa feita pelo Vaticano apontou que o pontífice atraiu 6,6 milhões de fiéis para a Cidade do Vaticano em 2013, desde sua eleição em 2013. O número é três vezes maior do que o de pessoas que foram ouvir as palavras do papa emérito Bento XIV durante todo o ano de 2012: 2,3 milhões. De acordo com a rede BBC, a pesquisa foi desenvolvida com o número de ingressos distribuídos para eventos papais e estimativas feitas com base na quantidade de fiéis que comparecem semanalmente à Praça de São Pedro para acompanhar os discursos semanais de Francisco.

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Eleito a personalidade de 2013 pela revista Time, Francisco rapidamente ganhou a admiração dos fiéis ao seguir suas diretrizes jesuítas à risca e adotar a simplicidade e humildade como as bases de seu papado. Além disso, o papa mostrou uma considerável mudança de discurso ao comentar sobre a inclusão dos homossexuais e combater a corrupção dentro do Vaticano. O desejo de reformular a instituição ficou expresso em medidas como a publicação da Exortação Apostólica, em novembro, e na criação de comissões para elaborar mudanças na Constituição Apostólica Pastor Bonus, que norteia o funcionamento do Vaticano.

Na quarta-feira, Francisco discursou pela primeira vez neste ano e pediu o fim da violência. “Todos nós temos a responsabilidade de trabalhar para tornar o mundo uma comunidade de irmãos que se respeitam, aceitam suas diferenças e cuidam uns dos outros”, disse Francisco por ocasião do Dia Mundial da Paz, celebrado pela Igreja Católica no 1º de janeiro. Para o pontífice, 2014 deve trazer “um verdadeiro compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva”.

Agenda – Francisco, que completou 77 anos em dezembro, terá uma série de compromissos importantes durante o ano de 2014, que deverão permitir vislumbrar o rumo que o pontífice jesuíta quer dar à Igreja Católica do século XXI. Em fevereiro está agendado um consistório, a assembleia de cardeais, quando Francisco designará 14 novos cardeais. Este ano, vários deles completam 80 anos e perdem assim o direito a voto no conclave, em que tradicionalmente participam 120 eleitores.

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Em 27 de abril, o papa presidirá a canonização dos pontífices João Paulo II (1978-2005) e João XXIII (1958-1963), um evento com a participação de milhares de peregrinos de todo o mundo no Vaticano. Em maio, Francisco deverá realizar uma breve visita a Israel e aos Territórios Palestinos, em sua primeira viagem à Terra Santa desde que assumiu o pontificado, segundo a imprensa israelense – a viagem ainda não foi oficialmente confirmada.

Para outubro foi convocado o Sínodo Extraordinário sobre a Família, durante o qual serão abordados, entre outros temas, o casamento gay. Para a preparação do encontro, um questionário com 38 perguntas foi enviado a todos os bispos do mundo com questões até então consideradas tabus, como a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, casais divorciados, segundo casamento e até mesmo sobre a atitude da Igreja em relação aos pais solteiros e ao fenômeno da “barriga de aluguel”.