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Papa encerra sínodo e pede uma Igreja mais aberta

Por Da Redação 25 out 2015, 15h25

O papa Francisco encerrou um controverso encontro de bispos sobre assuntos familiares neste domingo pedindo uma Igreja com coração mais aberto e mais compaixão enraizada na vida das pessoas, e não uma Igreja programática e árida que teme mudanças e desafios.

No fim da reunião de três semanas, os bispos concordaram com uma abertura qualificada em direção aos divorciados que tenham casado novamente fora da Igreja e que atualmente não podem receber a comunhão.

Mas o documento final efetivamente evitou a questão de se a Igreja deve usar uma linguagem mais acolhedora em relação aos homossexuais, um tema que agitou uma reunião preliminar há um ano.

No sábado, o papa execrou líderes da Igreja que às vezes, segundo ele, enterram suas mãos na areia e se escondem atrás de rígidas doutrinas enquanto famílias sofrem.

Os resultados gerais parecem ser uma vitória qualificada para Francisco, que é o árbitro final e escreverá agora seu próprio documento sobre questões familiares.

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“Uma fé que não sabe como se enraizar na vida das pessoas permanece árida e, em vez de um oásis, cria outros desertos”, disse ele neste domingo.

O papa tem enfatizado desde sua eleição em 2013 que os 1,2 bilhão de membros da Igreja devem ser abertos a mudanças, ficar ao lado dos pobres e se livrar da pompa e do conservadorismo que alienam tantos católicos.

O sínodo evitou a real possibilidade de terminar em total impasse em alguns assuntos, mas o fato de os conservadores chegarem muito perto de derrotar os artigos sobre os divorciados destacou as profundas divisões que ainda existem.

O grupo conservador Voz da Família disse que a reunião deixou uma “crise de confiança” entre os fiéis e os líderes da Igreja sobre a abertura para os divorciados, o que levaria, segundo o grupo, a “escandalizar fiéis, e não menos nossos filhos e netos.”

(Com Agência Reuteurs)

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