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Papa condena mortes de palestinos na Faixa de Gaza

O pontífice pediu para que sejam redobrados os esforços pelo diálogo em busca de justiça e paz no Oriente Médio

Por Da Redação - Atualizado em 17 Maio 2018, 10h23 - Publicado em 16 Maio 2018, 12h56

O Papa Francisco condenou nesta quarta-feira (16) a morte de 60 palestinos por forças israelenses perto da fronteira entre Gaza e Israel, dizendo que essas mortes só levarão a mais violência. Ele também fez um apelo por diálogo entre os dois povos para levar justiça e paz ao Oriente Médio.

“Eu expresso minha grande dor pelos mortos e feridos e estou muito próximo em oração e carinho a todos aqueles que estão sofrendo”, disse o papa a dezenas de milhares de pessoas, durante sua audiência geral na Praça de São Pedro. “Repito que o uso da violência nunca leva à paz. A guerra gera guerra, e a violência gera violência”.

Ao Vatican News, o padre brasileiro Mário da Silva, pároco em Gaza, agradeceu as palavras de Francisco e pediu para que todos olhem para a situação atual de Gaza. “Uma situação realmente de miséria, muito difícil, e na qual as pessoas estão desesperadas e pedindo ajuda com o mínimo possível para a sobrevivência nessa Terra Santa”, relatou.

Forças israelenses mataram 60 palestinos perto da fronteira entre Gaza e Israel na segunda-feira durante manifestações contra a abertura da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém e também contra o Nakba (catástrofe, em árabe), como se referem à independência israelense, em 1948. Segunda-feira foi o dia mais sangrento em Gaza nos últimos quatro anos.

 

O Papa Francisco, que visitou Israel e os territórios palestinos em 2014, pediu a ambos os lados em conflito e à comunidade internacional que redobrem os esforços “para que o diálogo, a justiça e a paz prevaleçam”.

Em dezembro passado, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou sua decisão de transferir a embaixada norte-americana para Jerusalém, Francisco pediu que o status quo de Jerusalém fosse respeitado, dizendo que uma nova tensão no Oriente Médio iria inflamar ainda mais os conflitos mundiais.

(Com Reuters)

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