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Pandemia impede que 200 mil marinheiros retornem aos seus países

Organização das Nações Unidas considera a situação como crise humanitária; onze países prometeram reconhecê-los como profissionais essenciais

Por Jana Sampaio - 19 jul 2020, 19h28

Enquanto os países ao redor do mundo monitoram os novos casos e os óbitos por Covid-19 para decidir sobre as próximas etapas de flexibilização do isolamento social, um imenso grupo formado por 200 mil marinheiros vive a angústia de não saber quando poderão retornar aos seus lares. A gravidade da situação foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas, como uma crise humanitária que já teria causado uma série de suicídios. O confinamento forçado acontece porque, apesar de alguns funcionários estarem embarcados há cinco meses, as medidas impostas pela pandemia impedem que eles regressem aos seus países de origem e sejam substituídos por outros profissionais.

Segundo o secretário geral da Câmara Internacional de Marinha Mercante, Guy Platten, atualmente existem mais de 200 mil marinheiros presos no mar e que já excederam o prazo de seus contratos. “Esses heróis esquecidos do comércio mundial trabalham 12 horas por dia e sete dias por semana para nos fornecer alimentos, remédios e combustível nessas horas difíceis”, acrescenta.

A situação é tão séria que 11 países prometeu em julho, durante a cúpula marítima internacional na Grã-Bretanha, reconhecer a profissão como “essencial” para permitir que esses funcionários marítimos voltassem para casa.

Com AFP

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