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Palmira, joia arqueológica mundial, está ameaçada por jihadistas

Os combatentes do Estado Islâmico estão a apenas 1 quilômetro da cidade que abriga ruínas romanas de mais de 2.000 anos. Síria enviou tropas para tentar proteger o local

O exército sírio enviou reforços às ruínas de Palmira para tentar repelir os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI), que nesta sexta-feira estavam a apenas um quilômetro do famoso sítio arqueológico que ameaçam destruir. Os fanáticos do EI consideram todas as representações antigas de culturas pré-islâmicas como uma “blasfêmia”.

O sítio arqueológico, conhecido por suas colunas romanas e suas torres funerárias, encontra-se no sul da cidade de Palmira. Segundo Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), ONG que monitor a guerra civil, os combates se desenvolvem ao norte, no leste e no sul da cidade, e neles 138 combatentes morreram – sendo 73 soldados e 65 jihadistas.

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Nos povoados situados perto de Palmira, onde não há presença do Exército, o EI executou ao menos 26 civis, dez deles por decapitação, por colaboração com o regime do ditador Bashar Assad. Nos últimos dias, o EI tomou todos os postos do Exército situados na estrada entre Palmira e a localidade de Al-Sujna, a 80 km.

O diretor de Antiguidades e dos museus sírios, Maamun Abdelkarim, convocou a comunidade internacional a se mobilizar para impedir uma eventual destruição de Palmira, que seria uma catástrofe internacional. Há mais de um mês combatentes do EI apareceram em um vídeo destruindo no Iraque o sítio arqueológico de Nimrod. Palmira foi um importante foco cultural do mundo antigo, e se desenvolveu após o Império Romano conquistar vastos territórios no Oriente Médico, no século I a.C.

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(Da redação)