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Palestinos pedirão ingresso como membro pleno da ONU

Não se trata de 'reconhecimento', como noticiado mundialmente, já que é uma questão que corresponde aos países de forma individual

Por Da Redação 24 Maio 2011, 11h40

A liderança palestina pedirá à Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, sua “aceitação” como membro de pleno direito, e não o “reconhecimento” formal do estado palestino, como havia sido noticiado mundialmente. O reconhecimento é uma questão que corresponde aos países de forma individual, esclareceu nesta terça-feira um dos principais líderes palestinos, Saeb Erekat.

“Não vamos pedir uma declaração unilateral do estado palestino”, disse Erekat, responsável pelo departamento de negociações da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Erekat lembrou em comunicado que os palestinos já declararam simbolicamente sua independência em 1988 e contam com representação diplomática em 130 países. Segundo ele, cada vez mais governos reconhecem seu estado nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, de 1967.

“O reconhecimento do estado palestino é uma decisão soberana dos países e não precisa passar pela ONU”, explicou. Seus líderes irão, portanto, às Nações Unidas em setembro para pedir o ingresso do estado palestino, com as fronteiras de 1967 – ou seja, nos territórios ocupados de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental – na organização. A decisão foi tomada devido à paralisação do processo de paz, que foi congelado em setembro passado após três semanas de negociações diretas.

Em discurso na quinta-feira passada, o presidente americano, Barack Obama, manifestou sua oposição à iniciativa palestina nas Nações Unidas e defendeu uma solução negociada com as fronteiras de 1967.

(Com agência EFE)

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