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Palestinos e israelenses se reúnem para retomar diálogo

Negociações estavam congeladas há mais de 1 ano, mas devem avançar pouco

Por Da Redação - 3 jan 2012, 09h33

Os negociadores palestinos e israelenses se reúnem nesta terça-feira em Amã, na Jordânia, pela primeira vez em mais de um ano para tentar retomar as conversas diretas de paz que foram congeladas com a decisão de Israel de prosseguir a construção de assentamentos. Saeb Erekat, do lado palestino, e Yitzhak Molkho, do israelense, terão o primeiro encontro com representantes dos Estados Unidos, da União Europeia (UE), da Rússia e da ONU, que formam o Quarteto para o Oriente Médio, informaram fontes oficiais jordanianas.

Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) têm poucas expectativas sobre essa reunião, mas afirmaram que o objetivo é explorar a possibilidade de reavivar as conversas de paz interrompidas em setembro de 2010.

Objetivos – O negociador palestino definiu o encontro como “uma tentativa para encontrar uma plataforma adequada para relançar o processo de paz”. Erekat afirmou que não espera grande avanço, salvo que Israel se comprometa a frear a construção das colônias e aceitar as fronteiras anteriores a 1967 para o futuro estado palestino, o que os israelenses já rejeitaram. Israel tomou o controle de Jerusalém Oriental e da Cisjordânia após a guerra de 1967 e a construção de assentamentos nestas zonas tem sido a principal razão do fracasso das últimas conversas de paz.

O encontro desta terça-feira foi criticado pelo movimento islamita palestino Hamas, que o considera uma repetição do diálogo que já fracassou nos últimos anos e vê o Quarteto como um organismo controlado pelos EUA que satisfaz os interesses de Israel e não os dos palestinos. Israel expressou, entretanto, que o encontro é um passo positivo, mas não deve ser visto como um reatamento das negociações.

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Diplomacia – A reunião ocorre graças ao chamado do Quarteto e aos esforços diplomáticos da Jordânia, depois que em setembro os palestinos foram à ONU pedir para serem admitidos como estado de pleno direito. O Quarteto exigiu às partes que apresentem suas posturas sobre fronteiras e mecanismos de segurança no prazo de três meses, que serão cumpridos no fim de janeiro.

Os palestinos se negavam até agora sentar-se ao lado de representantes israelenses, mas as pressões jordanianas nos últimos meses e uma visita do rei Abdullah a Ramallah em novembro tornaram possível reunir as duas partes.

(Com agência EFE)

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