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Palestinos aderem a organização que proíbe uso de armas químicas

Autoridade Nacional Palestina se soma a organismos internacionais como estratégia para ampliar seu reconhecimento como nação

Por Da Redação - 23 maio 2018, 12h59

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) passará a ser oficialmente Estado-membro da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) em 16 de junho, ao aderir à convenção que impõe compromissos nessa área, anunciou nesta quarta-feira (23) a organização.

Em comunicado, a Opaq informou que a ANP depositou em 17 de maio seu “instrumento de adesão” à Convenção de abril de 1997, que proíbe o desenvolvimento, a produção e o armazenamento de armas químicas.

Esta organização, com sede na Haia, ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2013 e conta com 192 Estados, entre os quais o Brasil. Todos ratificaram sua Convenção e apoiaram seus trabalhos para “eliminar de forma permanente e verificável” as armas químicas. Mais de 96% de armamento proibido declarado pelos Estados-membros já  foi destruído.

A Palestina conseguiu em 2012 ser admitida como “Estado observador” na ONU e, desde então, tenta se somar a todas as organizações internacionais como estratégia para conseguir maior reconhecimento mundial perante a estagnação do processo de paz com Israel e a falta de perspectiva sobre um futuro acordo.

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