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Palestino mata três israelenses em assentamento na Cisjordânia

Homem de 37 anos, que tinha permissão para trabalhar em assentamento próximo a Jerusalém, foi morto em troca de tiros

Por Da redação 26 set 2017, 11h19

Três israelenses foram mortos a tiros nesta terça-feira por um palestino com autorização de segurança para trabalhar no local, um assentamento israelense na Cisjordânia, próximo a Jerusalém. De acordo com a polícia, o crime ocorreu às 7h00 (horário local) em um dos portões de entrada de Har Adar, que abre diariamente para receber palestinos com permissão de trabalho.

O homem, identificado como Nimr Mahmoud Ahmed Jamal, de 37 anos, levantou suspeitas dos guardas ao cruzar os portões e, abordado, sacou uma pistola e atirou contra os israelenses. Três pessoas morreram (dois guardas e um policial) e um outro homem ficou ferido. No tiroteio, o agressor foi atingido e também morreu no local.

As autoridades de Israel afirmam que Jamal, que vivia na vila de Beit Surik, não tem ligações com organizações terroristas, e que ele sofria de “problemas significativos de ordem pessoal e familiar, incluindo alguns relativos a violência familiar”. Sua esposa, segundo os serviços de segurança israelense, havia se mudado para a Jordânia há algumas semanas.

O primeiro-ministro de Israel, Benjmanin Netanyahu, declarou que a casa onde o agressor vivia será demolida e os vistos de trabalho para membros de sua família serão revogados. O ministro de defesa, Avigdor Liberman, condenou o ataque e prometeu que o país irá “perseguir os terroristas e aqueles que os incitam e aqueles que os enviam”.

Desde outubro de 2015, 295 palestinos ou israelenses de origem árabe e 50 israelenses, além de 2 americanos, 2 jordanianos, 1 cidadão da Eritreia, Sudão e Reino Unido, foram mortos em decorrência de ataques no país. Os números são de levantamento da agência France-Presse.

 

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