Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Palestina ameaça abandonar negociações por causa de construções israelenses

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, ameaçou nesta terça-feira abandonar a mesa de negociação que mantém com Israel pelo processo de paz no Oriente Médio caso sejam mantidas as construções de colônias judias na Cisjordânia.

“Se a colonização cessar, continuaremos negociando. Se não, vamos deixar de negociar”, afirmou, em entrevista divulgada nesta terça pela rádio francesa “Europe 1”.

Abbas reiterou que responsabilidade está com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que domingo passado decidiu não prolongar a moratória sobre a colonização, que durou um mês.

O presidente da ANP enviou uma mensagem a Netanyahu: “Deve saber que a paz é mais importante que a colonização. Não podemos destruir a esperança (de paz) com coisas que são secundárias, como a colonização”, afirmou.

Abbas, que visitou Paris na segunda-feira e se reuniu com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, assegurou que não abandonará a mesa de negociação até o próximo dia 4, data na qual se encontrará com a Liga Árabe para tomar uma decisão sobre o futuro do processo aberto em Washington no início do mês.

Na capital francesa, o líder palestino pediu a Israel que prolongue a moratória sobre os assentamentos na Cisjordânia durante dois ou três meses, enquanto durarem as negociações.

Abbas disse nesta terça que essas negociações “são uma oportunidade histórica para o povo palestino e israelense” e avisou que “caso essa ocasião passe, não se sabe quando voltará a haver outra”.

O presidente da ANP rejeitou a violência enquanto estiver no cargo, e se apresentou como garantia da segurança nos territórios ocupados.

“A segurança nos territórios palestinos não estará ligada à negociação. Continuem ou não as negociações, a situação de segurança seguirá sob controle. Enquanto eu for presidente essa será minha política”, garantiu.

Abbas acrescentou que os americanos pensam que a solução do conflito entre israelenses e palestinos “permitirá apagar os focos de violência e instabilidade no Oriente Médio”.

(com Agência EFE)