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Países sul-americanos discutem redução de tropas no Haiti

Por Dimitar Dilkoff 8 set 2011, 16h00

Representantes dos países sul-americanos com tropas na missão de paz da ONU no Haiti debatem nesta quinta-feira em Montevidéu uma redução do efetivo para o nível anterior ao terremoto de 2010, quando havia 9.000 militares e policiais no país, disse nesta quinta-feira o chanceler Antonio Patriota.

“Nos parece que se justifica um debate sobre a revisão do número de tropas, talvez a um nível um pouco mais baixo”, disse Patriota a jornalistas em uma pausa no encontro de ministros da Defesa e das Relações Exteriores da região, que ocorre desde a manhã desta quinta-feira em Montevidéu.

“A discussão ocorre em torno desse tema de voltar para os níveis pré-existentes” ao terremoto de 12 de janeiro de 2010, depois do qual as forças de paz das Nações Unidas aumentaram de 9.000 homens para 12.250, dos quais 8.700 soldados e 3.500 policiais.

Patriota acredita que essa decisão será adotada a partir da renovação do mandato da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah), em 15 de outubro, quando o Conselho de Segurança debate o futuro desta.

“O novo mandato já estabeleceria esse novo nível, mas isso precisa ser discutido com os demais países do Conselho de Segurança e com o próprio governo haitiano”, indicou.

No entanto, o ministro lembrou que os países sul-americanos representam pouco mais de 40% dos efetivos militares da Minustah.

“Há uma convergência de ideias e de visões sobre como devemos negociar este novo mandato”, afirmou. “E sempre em um plano de reafirmação de compromisso da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) com a paz, a segurança e o desenvolvimento econômico, social, institucional do Haiti com as Nações Unidas”.

O Brasil exerce o comando militar da Minustah, mobilizada em junho de 2004 e formada por 18 países, em sua maioria latino-americanos, como Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Guatemala, Paraguai, Peru e Uruguai.

A Minustah foi criada pela ONU para substituir a força multinacional de 3.600 soldados, composta principalmente por americanos e franceses, formada em fevereiro de 2004 para restabelecer a segurança e facilitar a distribuição de ajuda humanitária ao país após a saída forçada do ex-presidente Jean Bertrand Aristide.

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