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Países europeus pedem que britânicos permaneçam na UE

Estados Unidos também se manifestam a favor do bloco, dizendo que a força e a influência da Grã-Bretanha hoje se devem à aliança com os outros membros

Por Da Redação - 23 jan 2013, 19h04

Diversos líderes europeus manifestaram nesta quarta-feira sua frustração diante da promessa do primeiro-ministro britânico, David Cameron, de renegociar a adesão da Grã-Bretanha à União Europeia (UE) e colocá-la em votação popular se ele vencer a reeleição em 2015. A reação foi além do continente europeu. A Grã-Bretanha também foi advertida pela Casa Branca e por uma série de empresários de que perderia influência global se deixasse a UE. Washington ressaltou o pedido do próprio Cameron para que os britânicos permaneçam na União, acrescentando que a força do país se deve à aliança com outros países europeus.

O presidente da França, François Hollande, afirmou que a Grã-Bretanha está em seu direito de realizar o referendo. “A Grã-Bretanha é um estado soberano, e o presidente deseja que o país se mantenha no seio da UE. Mas ser um membro prevê determinadas obrigações”, indicou a porta-voz do governo, Najat Vallaud-Belkacem. O ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, alertou a Londres, na emissora de rádio France Info, que a saída da UE poderia ser “perigosa” para a Grã-Bretanha, mas que as portas estão abertas caso o país tome a decisão de sair do bloco.

O premiê da Itália, Mario Monti, pediu aos britânicos para não abandonar a UE. “Não precisamos de europeus que não queiram ser europeus, precisamos de europeus que queiram ser europeus. Fiquem na União Europeia e contribuam para moldar seu futuro”, afirmou Monti em discurso pronunciado durante um fórum econômico em Davos. Para Monti, a pergunta do referendo não deve abrir espaço para que os britânicos escolham este ou aquele termo da aliança. “A pergunta fundamental é se preferem ficar ou sair. Estou confiante de que os benefícios estão claros”, pontou.

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O ministro europeu da Finlândia, Alex Stubb, tem outra visão da fala de Cameron. “Ele quer encerrar a discussão e esclarecer a posição da Grã-Bretanha na UE de uma vez por todas. Nesse sentido, respeito a sua linha”, afirmou. O premiê checo, Petr Necas, cujo governo foi o único além da Grã-Bretanha a não assinar o pacto fiscal da UE, disse em entrevista coletiva: “Nós compartilhamos a visão com a Grã-Bretanha de que a Europa deve ser mais flexível, mais aberta, deve se esforçar mais pela confiança entre os seus cidadãos. Não temos nenhum interesse na saída britânica da UE, mas em um futuro europeu para a Grã-Bretanha.”

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(Com agência Reuters)

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