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Países asiáticos reagem à suspeita de espionagem dos EUA e Austrália

Indonésia convocou embaixador americano para pedir explicações. Já a Birmânia afirma que "não há provas sólidas" sobre a espionagem

Por Da Redação
1 nov 2013, 07h46

Os países asiáticos reagiram às suspeitas de que os Estados Unidos e a Austrália espionaram a região, com reações mais fortes em países como Indonésia e Malásia e mais brandas na Tailândia, Camboja e Mianmar. A resposta mais contundente partiu do governo indonésio, que convocou o embaixador australiano em Jacarta, Greg Moriarty, para esclarecer as acusações de espionagem supostamente realizadas da embaixada da Austrália na capital da Indonésia.

Moriarty, que manteve uma reunião de 20 minutos com o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores indonésio, classificou a reunião como “um bom encontro”, segundo o canal de TV local ABC. O ministro das Relações Exteriores indonésio, Marty Natalegawa, que se encontra na cidade australiana de Perth para participar de uma cúpula regional, discutiu o tema com a chanceler australiana, Julie Bishop.

Natalegawa disse que seu governo se encontra “obviamente muito preocupado” pelas informações publicadas, pois “acima de tudo” se trata de um assunto de “confiança” entre os países. O Ministério das Relações Exteriores da Indonésia emitiu na noite de quinta-feira uma declaração exigindo que a Austrália esclarecesse as informações publicadas pelo jornal The Sydney Morning Herald, que indicam que a Austrália usa suas embaixadas em outros países para obter informação para o seu serviço de inteligência e para os EUA.

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O jornal australiano, com base em documentos vazados pelo ex-analista da Agência de Segurança americana (NSA, na sigla em inglês) Edward Snowden também denunciou que os EUA também espionaram Tailândia, Malásia, Camboja e Mianmar das embaixadas americanas nestes países. O governo da Malásia “solicitou um esclarecimento” sobre as acusações ao embaixador americano em Kuala Lumpur, Joseph Kun, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores local.

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Mais brandas foram as reações dos governos da Tailândia, que classificou as denúncias como informações “sem fundamento”, e o Camboja, que não se surpreendeu com a suposta espionagem. “Os Estados Unidos realizam uma vigilância eletrônica há muito tempo. Não é nenhuma surpresa para nós”, comentou Khieu Kanharith, porta-voz do governo cambojano.

Já o executivo birmanês assinalou que ainda não existem “provas sólidas” sobre a espionagem, embora o porta-voz governamental, Ye Htut, pediu aos EUA que não violem o “direito das pessoas e interfira em assuntos de outro país se sua segurança nacional não está sob ameaça”.

(Com agência EFE)

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