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Pais divulgam carta de refém americano ameaçado pelo EI

Peter Kassig, que apareceu em vídeo de decapitação de britânico, se converteu ao Islã. Em carta, ele diz ter medo de morrer, mas estar em paz com sua crença

Por Da Redação - 6 out 2014, 01h15

Os pais do refém americano que está com a vida ameaçada pelos terroristas do Estado Islâmico divulgaram fotos familiares de Peter Kassig e trechos de uma carta que ele escreveu depois de ter sido sequestrado. Na carta, ele reconheceu estar com medo de morrer, mas em paz com sua crença. “Eu estou, obviamente, com muito medo de morrer, mas a parte mais difícil é não saber, ficar imaginando, tendo esperança e me perguntando se eu deveria ter mesmo esperança”, escreveu.

Ed e Paula Kassig pediram que seu filho passasse a ser chamado pelo nome que adotou desde que se converteu ao Islã, Abdul-Rahman Kassig. Eles se disseram comovidos com a reação dos que consideram seu filho um herói pelo trabalho humanitário que estava fazendo na Síria. Também receberam muitos questionamentos sobre a conversão do filho ao Islã.

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Os pais veem a mudança de nome e o fato de Kassig levar as práticas religiosas a sério, fazendo cinco orações por dia – como ele citou em uma carta escrita em junho -, como parte de uma “longa jornada espiritual”. Eles acrescentaram que amigos do filho disseram que a conversão para o Islã foi voluntária e ocorreu antes de ele ser sequestrado, entre outubro e dezembro de 2013.

Peter Kassig, de 26 anos, foi feito refém há um ano na Síria. Ele apareceu no final do vídeo divulgado pelos jihadistas na última sexta-feira, com a ameaça de que seria a próxima vítima dos selvagens. A gravação mostrou a decapitação do britânico Alan Henning, o quarto refém estrangeiro a ser executado de forma bárbara pelos loucos do EI, que usam a divulgação dos vídeos das execuções como uma propaganda chocante.

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O refém americano fazia trabalho voluntário n Síria por meio da organização que ele mesmo fundou em 2012 para prestar atendimento médico a refugiados, depois de servir no Exército americano. Seus pais disseram que ele serviu no Iraque antes de ser dispensado por motivos de saúde. Segundo o Pentágono, o ex-militar ficou no Iraque entre abril e julho de 2007.

“Seu eu realmente morrer, pelo menos vocês e eu podemos buscar conforto em saber que eu tentei aliviar o sofrimento e ajudar os necessitados”, diz Peter Kassig na carta.

(Com agência Reuters)

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