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Pai de bebê com Down abandonado tem condenações por abuso sexual

O australiano David Farnell tem condenações por molestar meninas de 7, 10 e 13 anos de idade, no início da década de 1980 e em meados dos anos 1990

O pai do bebê com síndrome de Down abandonado na Tailândia foi condenado em 22 ocasiões por crimes relacionados com o abuso de menores, revelam vários documentos da justiça australiana divulgados nesta quinta-feira pela imprensa do país. David Farnell, de 56 anos, foi sentenciado em 1997 a três anos de prisão por molestar duas meninas, de 7 e 10 anos de idade, no início da década de 1980.

As vítimas, que sofreram abuso quando visitavam a casa do homem, o denunciaram depois de adultas e conseguiram que o pedófilo fosse condenado por dezoito acusações. Segundo a sentença, Farnell “roubou a infância’ das vítimas, que sofreram problemas emocionais por causa do incidente”. Um mês depois de sua entrada na prisão, foram apresentadas novas acusações contra o australiano por assédio a uma menor de 13 anos em meados dos anos 1990. O júri o considerou culpado de quatro acusações e o condenou a dezoito meses de prisão.

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O escândalo envolvendo o bebê abandonado na Tailândia começou quando a tailandesa Pattaramon Chanbua, que serviu de barriga de aluguel para o casal australiano David e Wendy Farnell, os acusou de terem levado uma menina em boas condições de saúde e abandonado seu irmão gêmeo, o bebê Gammy, que nasceu com síndrome de Down e problemas cardíacos. O casal, que vive na cidade de Bunbury, ao sul de Perth, a maior cidade do oeste australiano, acusou a mãe de aluguel tailandesa de estar mentindo. O serviço social da Austrália tentou visitar a casa do casal para comprovar os cuidados que a menina recém-adotada vem recebendo e abriram uma investigação.

Pattaramon, que declarou que o casal ofereceu cerca de 15.000 (33.000 reais) para ser barriga de aluguel, pediu que a menina fosse devolvida depois que soube do histórico de abuso de menores do pai adotivo. O caso criou uma grande discussão na sociedade da Austrália, onde as autoridades vêm intensificando o cerco sobre as agências que contratam barrigas de aluguel na Tailândia e, inclusive, fechou várias delas. O ministro australiano da Imigração, Scott Morrison, reconheceu que “a história é de partir o coração”, antes de acrescentar que o caso entra no terreno da “responsabilidade moral”. Para Morrison, a prática da barriga de aluguel apresenta “aspectos sérios que precisam ser administrados com cuidado”.

As autoridades tailandesas abriram uma investigação sobre o uso das mães de aluguel, um recurso que, segundo a lei local, só é autorizado caso a mulher seja parente de um dos pais e proíbe a gestação em troca de dinheiro.

(Com agência EFE)