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Padre americano é preso nas Filipinas por molestar dez garotos

Arquidiocese nos Estados Unidos nega tenha enviado Kenneth Bernard Pius Hendricks, de 77 anos, em trabalho missionário no exterior

O padre americano Kenneth Bernard Pius Hendricks, de 77 anos, foi preso nas Filipinas na última quarta-feira 5, sob acusação de molestar meninos no país em que vive há décadas. Dez supostas vítimas apresentaram queixas às autoridades locais. Os Estados Unidos investigam possíveis crimes do religioso no país.

Hendricks foi preso na cidade de Naval, nas Filipinas, depois de denúncias de cinco vítimas. Outras cinco se apresentaram depois, alegando terem sido sexualmente abusadas pelo padre quando crianças, segundo o Agente do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, Steve Francis.

Como Hendricks também passou alguns períodos do ano nos Estados Unidos, investigadores procuram saber se existem casos equivalentes também em terras americanas.

“É uma conduta abusiva, horrenda”, disse o procurador americano Benjamin Glassman na quinta-feira 6 sobre as alegações feitas nas Filipinas. “São crianças em desenvolvimento, que estão interessadas em se envolver com as atividades da igreja. Ele fazia amizade com elas, e então as convidava para sua casa, para, então, progredir para contatos íntimos, incluindo sexo oral e anal.”, completou o procurador.

Questionado sobre uma possível preferência das Filipinas por julgar o religioso no país, em vez de extraditá-lo para os Estados Unidos, Glassman disse que “é uma questão que está sendo trabalhada em conjunto no momento.”

O porta-voz da Arquidiocese de Cincinnati, Mike Schafer, declarou que Hendricks não era um padre filiado, apesar de ter nascido na cidade e de seu nome constar no portal da entidade como sendo um missionário nas Filipinas. Em contato com a CNN, Schafer escreveu que Hendricks “não havia sido destacado pela Arquidiocese para trabalho missionário.”

A lei americana criminaliza atos sexuais ilegais de seus cidadãos no exterior. Hendricks foi indiciado pela corte federal em Cincinnati por envolvimento em ato ilícito sexual em terras estrangeiras, punível com multas e até trinta anos de prisão.

O padre estava sendo mantido em cela do Escritório de Imigração nas Filipinas, em Manila. Seu advogado na Ásia, Mario Opeña, disse à imprensa americana que o padre se declara inocente.