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Paciente morre após incêndio em hospital do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, 4 jul (EFE).- Uma paciente em estado terminal morreu após o incêndio ocorrido entre a madrugada e o início da manhã desta quarta-feira no Hospital Universitário Pedro Ernesto, um dos mais importantes do Rio de Janeiro, informaram fontes oficiais.

Até o momento, as autoridades não haviam informado as causas do incidente e nem sobre o número de vítimas, já que o hospital mantinha 350 pacientes internados, dos quais 100 tiveram que ser removidos às pressas por causa do fogo e da fumaça.

Segundo o governador Sérgio Cabral, que esteve no local, a mulher de idade avançada e debilitada por conta uma fibrose pulmonar teve seu estado de saúde agravado por causa da inalação da fumaça provocada pelo incêndio.

A paciente estava internada em estado terminal no setor de pneumologia, um dos que precisou ser desocupado.

De acordo com as fontes do hospital, apesar de alguns pacientes se queixarem de intoxicação pela inalação do fumaça, nenhum precisou de um atendimento urgente.

O incêndio começou por volta das 5h45 (horário de Brasília) desta quarta-feira em uma construção anexa ao local onde funciona o almoxarifado do hospital e destruiu todos os materiais armazenados, incluindo remédios.

A fumaça se estendeu rapidamente por vários andares do prédio principal, principalmente no quarto e no quinto, o que obrigou a remanejamento de cerca de 100 pacientes.

Os bombeiros, que precisaram de quase três horas para controlar totalmente as chamas, ainda desconhecem as causas do incêndio, mas asseguram que havia material inflamável no almoxarifado.

Os pacientes removidos foram reconduzidos aos seus quartos depois que os bombeiros informassem que já não havia mais perigo.

A direção do hospital informou que nenhum paciente teve que ser transferido para outro centro médico, mas que foi obrigado a cancelar todas as consultas e operações programadas para hoje.

O hospital Pedro Ernesto foi inaugurado em 1950 e faz parte da faculdade de medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O edifício, que tem uma área construída de 44 mil metros quadrados e 525 leitos, presta serviços em mais de 60 especialidades médicas. EFE