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Otan envia mísseis à fronteira entre Turquia e Síria

Tropas de Assad lançam ofensiva aérea contra rebeldes perto de Damasco

Por Da Redação 4 jan 2013, 16h46

A Otan começou a enviar mísseis Patriot à fronteira turca com a Síria para ajudar a Turquia a se defender dos ataques provenientes do país vizinho, informou nesta sexta-feira a rede BBC. Enquanto isso, tropas e equipamentos militares dos Estados Unidos já chegaram à Gaziantep, na Turquia, nesta sexta e vão supervisionar a chegada dos Patriot. Alemanha e Holanda enviarão sua ajuda militar ao país na semana que vem.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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No mês passado, a Otan aprovou o envio de mísseis depois que a Turquia fez um pedido formal à organização. O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, enfatizou a necessidade de ‘defender e proteger o aliado, que é a Turquia’.

“Os equipamentos enviados são de defesa e não serão usados para operações ofensivas”, anunciou o comando militar dos EUA na Europa.

A Síria já lançou mísseis Scud contra cidades perto da fronteira com a Turquia. Em resposta, Estados Unidos, Alemanha e Holanda enviaram à Turquia equipamentos de defesa capazes de interceptar qualquer míssel balístico usado pelo governo sírio. Os mísseis e as tropas estarão sob o controle da Otan, mas serão operados pelas forças americanas, segundo informação da rede CNN.

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Estratégia – Pelo terceiro dia seguido, os rebeldes tentaram tomar o controle da base de helicópteros das forças do governo de Taftenaz, no norte do país. Se forem bem-sucedidos, as forças contrárias a Assad conseguirão reduzir os ataques aéreos na região.

As fragmentadas forças rebeldes têm adotado uma estratégia de atacar bases militares para evitar que o governo use aeronaves e helicópteros contra os rebeldes, e também para conseguir armas. A esperada ajuda externa aos rebeldes, solicitada tanto a nações do ocidente como a países árabes, ainda não resultou em mais dinheiro ou armamento, como aponta uma reportagem do jornal inglês The Guardian, citando fontes da Coalizão Nacional Síria da Oposição e das Forças Revolucionárias, formada em novembro. Sem armamento suficiente, os rebeldes tiveram de abandonar os planos de se espalhar pelo território sírio.

Ataque – Nesta sexta-feira, as tropas sírias efetuaram uma nova ofensiva contra as forças rebeldes nas proximidades de Damasco, após um atentado noturno com carro-bomba que deixou ao menos 11 mortos. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), o ataque ocorreu no bairro de Massaken Barzé, no norte de Damasco, onde vive uma grande comunidade alauíta, minoria religiosa a que pertence o ditador Bashar Assad. O governo responsabilizou os rebeldes pelo ataque.

Os atentados, principalmente com carros-bomba, se multiplicaram nos últimos meses na capital síria tendo como alvo prédios governamentais e das forças de segurança, mesmo com o forte esquema de segurança. O regime tenta manter o controle de Damasco e utiliza a os ataques aéreos como sua principal arma, segundo o OSDH.

Novos reforços militares foram enviados para Daraya, localidade que o Exército tenta reconquistar há duas semanas, indicou esta ONG com sede na Grã-Bretanha, que obtém suas informações através de uma extensa rede de militantes e médicos mobilizados na Síria.

(Com agência France-Presse)

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