Otan defende sua credibilidade diante das mortes de civis

Aliança reconheceu que matou nove pessoas em bombardeio no domingo

Por Da Redação - 21 jun 2011, 15h14

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) afirmou nesta terça-feira que toma todas as precauções possíveis para evitar as perdas civis na Líbia. A declaração ocorreu em meio à polêmica provocada por ataques que mataram pessoas inocentes, inclusive crianças, nos últimos dias no país. Apesar de defender a aliança, o chanceler italiano Franco Frattini chegou a dizer que a credibilidade da organização “está em jogo”.

“Nossa reputação e nossa credibilidade não foram colocadas em questão”, declarou o tenente-coronel Mike Bracken, porta-voz da missão “Protetor Unificado” na Líbia, comandada pela Otan. “O que é questionável é o uso de escudos humanos por parte do regime de Muamar Kadafi e os disparos de mísseis a partir de mesquitas”, acrescentou o porta-voz no quartel-general de Nápoles, na Itália, durante uma teleconferência com a imprensa.

Na segunda-feira, Frattini admitiu que as mortes de civis “colocam em jogo a credibilidade da Otan”. Os recentes ataques com vítimas civis têm abalado a imagem da organização internacionalmente.

Contexto – Também na segunda, a Otan reconheceu sua culpa pela ofensiva que matou nove pessoas – entre elas, duas crianças – e feriu 18 em Trípoli na noite de domingo, informando que houve uma falha no sistema de armazenamento de armas. A aliança ainda assumiu a autoria de um bombardeio que deixou 15 mortos inclusive três crianças – em Sorman, subúrbio da capital líbia. Mas, neste caso, assegurou ter atacado um “alvo militar legítimo”.

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EUA – A missão “Protetor Unificado” também é impopular nos Estados Unidos. Nesta terça-feira, o democrata John Kerry e seu colega republicano John McCain apresentaram no Senado americano uma nova resolução que autoriza operações militares americanas “limitadas” na Líbia. Vários congressistas americanos, inclusive democratas, criticam o presidente Barack Obama por não ter pedido autorização ao Congresso antes de ordenar, em março, bombardeios contra o regime de Kadafi.

(Com agência France-Presse)

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