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Otan dá a largada a cúpula nos EUA de olho em ameaça da Rússia e China

Os 32 membros da aliança militar, encabeçados por Washington, debatem como enfrentar Putin na Ucrânia e conter as ambições geopolíticas de Xi Jinping

Por Da Redação
Atualizado em 9 jul 2024, 19h26 - Publicado em 9 jul 2024, 09h43

A cúpula anual da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) começou nesta terça-feira, 9, em Washington, D.C., capital dos Estados Unidos, e vai durar até a quinta-feira, 11. Espera-se que os dois principais temas da reunião entre os 32 membros da aliança militar ocidental sejam a guerra na Ucrânia, e como enfrentar a Rússia de Vladimir Putin, bem como a ameaça do projeto de poder global do líder da China, Xi Jinping.

A reunião ocorre em um momento histórico, mas precário, tanto para a aliança como para a nação anfitriã. A Otan está lidando com uma guerra em curso na Europa, vai trocar o secretário-geral Jens Stoltenberg, no cargo há 10 anos, por Mark Rutte, primeiro-ministro da Holanda, e está se preparando para as eleições presidenciais nos Estados Unidos, que podem chacoalhar o grupo se Donald Trump retornar à Casa Branca.

Guerra na Ucrânia

Como resultado da guerra na Ucrânia, que incentivou a Finlândia e a Suécia a aderirem à Otan, a aliança é maior do que nunca e as tensões entre o Ocidente e a Rússia atingiram níveis nunca vistos desde a Guerra Fria. Manter o apoio a Kiev quase dois anos e meio depois do início da invasão será uma questão importante na agenda da cúpula – num conflito ainda sem fim à vista.

Cada vez mais membros da aliança defendem que os ucranianos possam usar armas ocidentais contra o território russo, uma questão que deve ficar ainda mais quente depois do bombardeio a um imenso hospital infantil em Kiev na segunda-feira 8. E embora as ambições da Ucrânia de aderir à Otan devam ser discutidas no encontro, as hostilidades contínuas com a Rússia significam que isso não acontecerá tão cedo.

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Biden sob os holofotes

A questão da idade também será um tema particularmente importante na cúpula. Por um lado, a Otan completou 75 anos este ano e a aliança deve alardear a sua longevidade – sobreviveu à União Soviética e tem uma nova relevância à medida que o Ocidente procura confrontar as ambições não apenas de Moscou, mas também de Pequim.

Entretanto, o presidente americano, Joe Biden, deve usar o palco para tentar convencer os líderes mundiais de que – apesar de ser mais velho do que a aliança, aos 81 anos – ainda é capaz de liderar o país mais poderoso do planeta.

Há duas semanas, o desempenho desastroso de Biden num debate presidencial contra o ex-presidente Donald Trump lançou sua campanha no caos, e crescem os apelos para que ele desista da corrida. O chefe da Casa Branca, que enviou na segunda-feira uma carta aos democratas do Congresso reafirmando seu compromisso com a reeleição, tentará oferecer um bom espetáculo e provar seus críticos errados durante a cúpula.

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Futuro incerto

Juntamente com o estado cognitivo de Biden, o fantasma de Trump também pairará sobre a reunião. Durante sua presidência, as duras críticas do republicano à Otan, bem como sua política externa isolacionista, desestabilizaram o grupo. Ele também disse repetidamente que se opõe ao envio de auxílio militar e financeiro à Ucrânia, e afirmou que os Estados Unidos não se importarão em defender os membros da aliança que não cumprirem suas metas de investimento na área de defesa – sugerindo que Putin poderia “fazer o que quiser” com eles.

Não há dúvidas de que a cúpula irá fomentar inúmeras conversas sobre como a aliança pode “proteger-se” de Trump no caso de ele ser reeleito.

Os Estados Unidos são há muito o membro mais poderoso e influente da Otan, mas a sua política caótica nos últimos anos levou alguns membros da aliança a questionarem isso. Líderes como o presidente francês, Emmanuel Macron, já declararam abertamente que a Europa já não pode contar com Washington para a sua segurança.

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