Clique e assine a partir de 9,90/mês

Otan convida Montenegro para a aliança e irrita russos

Essa é a primeira expansão do bloco desde 2009. Governo de Putin, contrário à influência do grupo no Leste Europeu, ameaça adotar medidas retaliatórias

Por Da Redação - 2 dez 2015, 13h50

Os ministros das Relações Exteriores dos países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) convidaram Montenegro para participar do bloco nesta quarta-feira. A expansão do grupo, a primeira desde 2009, foi recebida com críticas pela Rússia, que é contrária à ampliação do bloco liderado pelos Estados Unidos.

O convite a Montenegro foi oficializado durante uma sessão da Otan em Bruxelas. O chefe da organização, Jens Stoltenberg, declarou que esse é “o início de uma bela aliança” e convidou o ministro das Relações Exteriores do país, Igor Luksic, a entrar na sala de conferências sob aplausos. O primeiro-ministro de Montenegro, Milo Djukanovic, afirmou que o convite da Otan ao país para integrar a aliança militar constitui “um dia histórico” e o fato “mais importante desde o referendo de 2006”, quando foi proclamada a independência da região.

Leia também:

Otan condena ações ‘preocupantes’ da Rússia na Síria ​

Para Otan, invasão do espaço aéreo turco foi intencional

Segundo diplomatas da Otan, a decisão de convidar o país de 650.000 habitantes envia a mensagem de que a Rússia não tem o poder de vetar a expansão do órgão, mesmo que a candidatura da Geórgia tenha sido complicada pelo conflito de 2008 com Moscou.

A Rússia se opõe a qualquer avanço da Otan para regiões ex-comunistas no Leste Europeu porque luta por influência sobre esses países. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse em setembro que qualquer expansão do bloco era “um erro, talvez uma provocação”. Nesta quarta-feira, o porta-voz do governo de Putin, Dmitry Peskov, afirmou que o convite a Montenegro no Leste Europeu vai levar a Rússia a adotar medidas retaliatórias.

A Otan cortou contatos formais com Moscou em abril do ano passado, quando o país anexou a península da Crimeia, da Ucrânia, e causou um conflito no leste ucraniano que deixou mais de 8.000 mortos.

(Da redação)

Continua após a publicidade
Publicidade