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Otan comemora o tratado de desarmamento nuclear

Acordo russo é 'uma importante contribuição ao reforço da transparência'

Por Da Redação - 26 jan 2011, 10h39

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, comemorou nesta quarta-feira a aprovação do novo tratado de desarmamento nuclear Start por parte do Parlamento russo e assegurou que o acordo é uma “boa notícia” para a segurança e a estabilidade internacional. “Fará uma importante contribuição ao reforço da transparência e a cooperação”, disse Rasmussen em um breve comunicado.

O secretário-geral da Aliança Atlântica declarou, além disso, que o “impulso político gerado por este tratado ajuda os aliados e à Rússia a conseguir avanços concretos em sua relação estratégica, incluindo o campo da defesa antimísseis”. O Conselho da Federação, a câmara alta do Parlamento russo, ratificou nesta quarta-feira o tratado Start depois que a Câmara dos Deputados fez o mesmo na véspera.

O documento, que já foi aprovado em dezembro pelo Senado dos Estados Unidos, reduz em 30% o número de ogivas nucleares, até 1.550 por país, e limita a 800 os vetores estratégicos, como mísseis intercontinentais, submarinos e bombardeiros. Como lembrou Rasmussen, a ratificação do pacto era um objetivo comum dos 29 líderes do conselho OTAN-Rússia que se reuniu no mês de novembro em Lisboa.

O novo Start foi assinado em Praga em abril do ano passado pelos presidentes russo, Dmitri Medvedev, e americano, Barack Obama, a fim de manter a paridade estratégica entre as duas superpotências. O tratado, que substitui o Start assinado em julho de 1991, quando a União Soviética ainda estava de pé, tem uma vigência de 10 anos, mas pode ser prolongado de mútuo acordo por um máximo de cinco anos.

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Ressalvas – O tratado aprovado na Rússia, porém, não impõe limitações para que o país continue desenvolvendo seu arsenal estratégico e mantenha a paridade nuclear com os Estados Unidos. Os deputados russos responderam, assim, à resolução emitida em dezembro passado pelo Senado americano que assegurava que o novo Start não limitaria a expansão do escudo antimísseis dos Estados Unidos na Europa. Segundo o texto, avanços do escudo próximos à fronteira russa – por parte dos EUA ou de outros países – pode ser motivo para que o país abandone o tratado, já que suporia “uma ameaça para a segurança nacional”.

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