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Os próximos capítulos da novela do retorno de Harry e Meghan ao Reino Unido

Depois de tentar sem muito sucesso construir vida nova nos Estados Unidos, o casal cai na real

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 ago 2026, 08h00 | Atualizado em 31 ago 2026, 12h11
Os próximos capítulos da novela do retorno de Harry e Meghan ao Reino Unido Priorizar nos meus resultados Google

Os negócios podem não dar muito certo, a simpatia do público tem lá seu sobe e desce, mas uma coisa é certa: tudo o que os duques de Sussex fazem é notícia. Uma das mais retumbantes é o retorno da família para o Reino Unido, depois de sair chutando a porta (elegantemente, claro). Em março de 2020, Harry e Meghan abriram mão das funções e dos mimos de membros do mais alto escalão da casa real e foram se estabelecer na Califórnia, oficialmente em busca de sossego e privacidade. No processo, abriu-se um fosso de podres, picuinhas e ressentimentos no palácio. A pergunta agora é: por que, afinal, o filho pródigo — acompanhado da mulher e dos dois filhos — à casa paterna torna? Certeza, ninguém tem. Do frenesi de especulações, sai na frente a aposta em uma tentativa de reaproximação familiar — aos 77 anos e sofrendo de um câncer aparentemente incurável, o rei Charles estaria querendo encerrar uma briga que embaça o brilho da Casa de Windsor.

Os duques nem sequer anunciaram a mudança, optando por plantar seu vazamento em diversos órgãos de imprensa. Consultados, confirmaram por meio de assessoria a intenção de passar “um período prolongado” no Reino Unido, onde pousaram, na quarta-feira 26, em jatinho particular. Sabe-se que os filhos Archie, 7, e Lilibet, 5, começam em setembro as aulas em uma escola particular, que a família não vai morar em Londres (fala-se em Cotswolds, reduto de milionários a duas horas da capital) e que a mansão de Montecito, na Califórnia, será mantida. A questão da segurança, pivô de amargas reclamações do príncipe, segue indefinida — alvo de ameaças constantes, ele e Meghan querem ver restaurada a proteção policial ininterrupta que perderam quando deixaram de ser senior royals.

Os boatos de reversão do “Meg­xit”, como a ruptura foi apelidada, em brincadeira com o Brexit, começaram a circular em julho, quando Harry, Meghan e os filhos tomaram chá com Charles e Camilla na casa de campo do rei (sem fotos) e visitaram o túmulo de Diana na propriedade da família dela. Retorno confirmado, resta ver como os Sussex, distantes da relativa reclusão de seu refúgio californiano, vão conviver com a sanha dos tabloides, em pé de guerra constante com Harry e Meghan (ele os processou por perseguição em mais de uma ação, tendo ganho algumas e perdido outras).

PACIFICADOR - O rei Charles, 77 anos, em tratamento de câncer: restauração da paz em família
PACIFICADOR - O rei Charles, 77 anos, em tratamento de câncer: restauração da paz em família (Max Mumby/Indigo/Getty Images)
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Os duques de Sussex voltam ao reino sem lugar marcado em compromissos oficiais. Para isso, teriam de contar com a pouco provável aprovação de Charles e o mais remoto ainda consentimento do príncipe William — os dois irmãos não se falam desde que, em entrevistas, um documentário e um livro, Harry e Meghan revelaram poucas e boas sobre o herdeiro do trono e sua mulher, Kate. Sustentados por heranças de Harry e pelo nada desprezível pé de meia de Meghan, atriz de relativo sucesso antes de se casar, os Sussex não têm problemas financeiros. Mas as empreitadas em solo americano não progrediram: o duque não se firmou como um prócer da filantropia e a duquesa não conseguiu pôr de pé o projeto de se tornar uma guru de culinária e estilo de vida.

Há rumores de que ela estaria disposta a retomar a carreira do tempo de solteira — muito se falou em tratativas não confirmadas para entrar no elenco da série britânica The Gentleman, por exemplo. Seja lá o que for que pretende fazer no novo lar, o casal terá de lidar com o nariz torcido dos súditos: segundo pesquisas recentes, Harry tem 33% de aprovação entre os royals e Meghan, meros 22%, muito inferior ao patamar de 70% de William e Kate. Se conseguirem vencer a rejeição, podem reacender outra guerra, a do time Meghan contra o time da cunhada, que varreu as redes sociais nos velhos tempos. “A longo prazo, abre-se a perspectiva de duas cortes rivais: a de William e a de Harry”, alerta o especialista Peter Hunt. A novela da Casa de Windsor segue campeã de audiência.

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Publicado em VEJA de 28 de agosto de 2026, edição nº 3010

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