Os produtos que podem ser beneficiados por acordo dos Estados Unidos com a China
Em meio às tensões comerciais, Pequim e Washington concordaram em reduzir mutuamente tarifas sobre mercadorias importadas
A China e os Estados Unidos concordaram em reduzir mutuamente as tarifas impostas sobre mercadorias importadas no valor de US$ 60 bilhões, abrangendo uma variedade de produtos que vão desde milho americano e cosméticos até eletrodomésticos e brinquedos chineses. No domingo, 27, a Casa Branca publicou uma lista de produtos que podem ser beneficiados pela redução tarifária, embora não tenha especificado alíquotas ou um cronograma.
A redução recíproca de tarifas, bem como a extensão de uma trégua comercial, estiveram entre as principais conclusões do segundo encontro neste ano entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente dos EUA, Donald Trump, realizada em Washington na semana passada.
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Em outubro de 2025, Washington e Pequim estabeleceram uma frágil trégua comercial, após uma escalada do tarifaço iniciado pelo presidente Donald Trump, ao qual a China respondeu com suas próprias taxas. A suspensão foi prorrogada até 10 de janeiro.
Segundo o documento publicado pela Casa Branca no domingo, os países “examinarão” a lista de produtos, cujo valor foi calculado com base nos fluxos comerciais de 2024, com o objetivo de aplicar reduções recíprocas “de acordo com suas leis e procedimentos internos”. Isso significa que nenhuma tarifa foi modificada até o momento.
Sob esse entendimento, os EUA poderiam então reduzir tarifas sobre 77 categorias de produtos chineses, incluindo fogos de artifício, pequenos eletrodomésticos, guirlandas de Natal, cadeirinhas de carro para crianças, brinquedos analógicos e bolas esportivas.
Pequim poderia fazer o mesmo sobre mais de 1.600 categorias de produtos americanos, entre eles carne bovina, suína e de ave, frutos do mar, laticínios, trigo, milho, carvão, uísque, cosméticos, madeira e equipamentos médicos.
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Pequim confirmou no sábado um “acerto” de redução tarifária recíproca, cuja aplicação foi solicitada pelos dois presidentes.
O governo americano também anunciou um compromisso chinês de importar pelo menos 10 milhões de toneladas de carvão dos Estados Unidos por ano em 2027 e 2028, mas esta informação não aparece no comunicado de Pequim.
Sobre as terras raras, que estão no centro da disputa, as conversas continuam, segundo a Casa Branca.





