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Ortega inicia novo mandato com a questão da pobreza ainda pendente

Por Juan Barreto 8 jan 2012, 11h08

O ex-guerrilheiro Daniel Ortega inicia nesta terça-feira seu segundo mandato presidencial consecutivo com a questão da pobreza ainda pendente, tema que, apesar de seu novo lema de um país solidário, socialista e cristão, não pôde resolver em cinco anos de crescimento econômico moderado.

Imbuído há alguns anos em sua nova imagem pacifista e religiosa, e mantendo ao mesmo tempo um discurso socialista e excelentes relações com o Fundo Monetário Internacional, Ortega lidera um país cuja renda per capita chega a apenas 1.200 dólares anuais, o que o coloca no fim da fila no continente, à frente apenas do Haiti.

Estará presente na cerimônia de posse de Ortega um de seus grandes aliados, o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad, além de três presidentes centro-americanos – entre eles o direitista panamenho Ricardo Martinelli – e o príncipe herdeiro da coroa espanhola, Felipe de Borbón.

Em um ambiente calmo e com a presença de batalhões da polícia nas ruas, que desde sábado começaram a se mobilizar em Manágua e em outras cidades, a cerimônia de posse estará a cargo das novas autoridades legislativas, que assumirão na segunda-feira.

Segundo o protocolo, Ortega fará a entrega da faixa presidencial ao presidente eleito da Assembleia Nacional (parlamento) e “este fará a transferência para Ortega”, explicou o presidente do Conselho Supremo Eleitoral (CSE), Roberto Rivas.

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Ortega será o primeiro presidente reeleito na Nicarágua desde a Revolução Sandinista de 1979, que derrubou o ditador Anastasio Somoza, último membro da dinastia que governou o país por 42 anos.

Sem fornecer detalhes da cerimônia que, prevê-se, será na Praça da Revolução, a primeira-dama e porta-voz da presidência, Rosario Murillo, disse que “estamos trabalhando duro para assegurar que todo o povo da Nigarágua possa participar através dos meios de comunicação e de distintas formas” do ato.

Mas organizações juvenis da oposição anunciaram para segunda-feira uma marcha dirigida contra os deputados de oposição que assumirão neste dia seus assentos. Os grupos juvenis consideram que, se os legisladores minoritários assumirem, estarão validando o que classificam como uma fraude eleitoral.

Nas eleições de 6 de novembro, Ortega conquistou 62% dos votos, o dobro de seu rival mais próximo, o octogenário e direitista empresário Fabio Gadea, que não reconheceu o resultado, afirmando que ocorreram múltiplas irregularidades.

Embora várias organizações e países tenham expressado preocupação por irregularidades, a grande vitória de Ortega havia sido antecipada por todas as pesquisas de opinião independentes.

O sandinismo, além disso, tomou posse de uma confortável maioria especial no Parlamento, onde dispõe de mais de dois terços dos assentos, ao obter 63 das 92 vagas.

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