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Oposição venezuelana exige dados sobre inflação

Segundo dados da principal coalização opositora, a inflação dos últimos 12 meses no país estaria acima de 60%. Banco Central não comenta

Por Da Redação 14 abr 2014, 13h41

A oposição da Venezuela acusou o governo de atrasar a publicação dos dados sobre a inflação de março por razões políticas e disse que a taxa anual alcançou alarmantes 60%. O Banco Central do país deveria publicar o índice de preços ao consumidor nos primeiros 10 dias do mês, mas atrasos são comuns. “Os diretores do Banco Central violaram suas próprias normas… isso é inaceitável”, disse em comunicado a coalizão de oposição Mesa de Unidade Democrática (MUD) no final de semana, demandando a imediata publicação dos dados de março sobre inflação e escassez. “Grandes danos são causados à nação quando as autoridades monetárias escondem informação estatística”, afirma o texto.

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A Venezuela possui a mais alta inflação das Américas, e a oposição afirma que o índice reflete a falência do governo do presidente Nicolás Maduro, que é pródigo em tomar medidas econômicas desastrosas. Maduro acusa os opositores de sabotagem, acumulação de bens e condução de uma “guerra econômica” contra ele. A MUD disse ter informação de que o acumulado da inflação em 12 meses subiu de 57,3% em fevereiro para 60% em março.

O líder de oposição Henrique Capriles, que em ocasiões anteriores já antecipou números exatos de inflação citando fontes suas no governo, disse pelo Twitter que a inflação de março foi superior a 4%. “Isso é mais do que um ano [de inflação] em vários países da América Latina!”, disse ele. O índice de escassez, que mede a falta de bens, bateu um novo recorde, acrescentou Capriles.

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Uma das principais demandas da oposição em um nascente diálogo com o governo, fruto de dois meses de protestos de rua, é maior transparência das finanças públicas. Uma segunda rodada de reuniões entre ambos os lados está marcada para esta terça-feira. Uma porta-voz do Banco Central disse nesta segunda não saber quando a inflação de março vai ser publicada. “Até agora, nós não temos informação sobre isso”, disse ela.

(Com agência Reuters)

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