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Oposição questiona referendo constitucional no Egito

Membros da opositora Frente de Salvação Nacional dizem que vão recorrer do resultado que aponta vitória do ‘sim’ para nova Carta Magna. Presidente Mursi nomeia integrantes da Câmara Alta

Por Da Redação 23 dez 2012, 11h37

Membros da oposição disseram neste domingo que devem recorrer do resultado do referendo constitucional no Egito. O porta-voz da Frente de Salvação Nacional, Khaled Dawoud, informou que várias ações foram apresentadas em cortes administrativas questionando a votação. A movimentação ocorre depois da divulgação de dados preliminares não oficiais apontando vitória do ‘sim’ no referendo realizado em duas etapas.

A oposição apontou irregularidades nas duas fases, incluindo ameaças, suborno e violações como seções que atrasaram o horário de abertura ou que anteciparam o horário de encerramento da votação.

Nos dias que antecederam a votação do referendo, tanto na primeira como na segunda fase, egípcios insatisfeitos foram às ruas protestar. Na sexta-feira, opositores e apoiadores do presidente Mohamed Mursi entraram em confronto na cidade mediterrânea de Alexandria. A polícia usou gás lacrimogêneo para tentar dispersar os manifestantes. Oitenta pessoas ficaram feridas, segundo a agência oficial Egynews.

A Constituição foi aprovada no final de novembro por uma Assembleia que não contou com a participação de parlamentares liberais, socialistas, cristãos e muçulmanos seculares, que boicotaram o texto por não concordar com a intransigência da maioria fundamentalista islâmica.

Os apoiadores do presidente Mohamed Mursi, contudo, defendem que a nova Constituição trará estabilidade ao país. Não é o que os confrontos nas ruas têm revelado – os conflitos mostram um país dividido. “Nós não reconhecemos essa Constituição como legítima”, disse Amr Hamzawy, membro da frente nacional, segundo a rede CNN.

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Partido único – A coalizão opositora também sinalizou o intuito de formar um único partido político para desafiar os islamitas. O grupo tentou, sem sucesso, liderar uma campanha pelo ‘não’ no referendo. Segundo a imprensa estatal e a Irmandade Muçulmana, grupo fundamentalista que levou Mohamed Mursi à vitória nas eleições presidenciais de junho, o ‘sim’ venceu com 64% dos votos. Os resultados oficiais devem ser divulgados nesta segunda-feira.

“Os partidos que fazem parte da Frente deram importantes passos para formar um grande partido”, disse Mohamed Abul Ghar, líder do Partido Social Democrata e uma das lideranças da frente nacional.

Em um comunicado, a coalizão afirmou ter aprendido “lições úteis” com o referendo. A oposição terá pouco tempo para se organizar uma vez que, confirmado o resultado do ‘sim’ nas urnas, eleições parlamentares deverão ser realizadas em até três meses.

Senado – A Câmara Alta do Egito (Shura) recebeu 90 novos membros neste domingo, informou a TV estatal Nile. Os novos integrantes correspondem a um terço da Casa, equivalente ao Senado. Esta fatia é nomeada pelo presidente Mursi. Os demais integrantes foram eleitos no início deste ano.

Um representante oficial da presidência, antes do anúncio formal, disse que 75% dos nomeados não são islamitas. A lista incluiria liberais e cristãos, uma minoria que corresponde a 10% da população.

Segundo a rede de TV árabe Al Arabiya, representantes de 17 partidos políticos fazem parte da lista de nomeados, incluindo 12 que nunca fizeram parte do Parlamento. A lista inclui 12 cristãos coptas, oito ativistas dos direitos das mulheres e 18 representantes de instituições religiosas islâmicas, além de juízes, promotores, atletas e representantes do comércio e de entidades estudantis.

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