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Oposição iemenita rejeita exigência de ditador para renúncia

Presidente diz que só assinará documento depois da oposição. Manifestantes desconfiam de manobra

A oposição do Iêmen rejeitou, nesta sexta-feira, as exigências do presidente Ali Abdullah Saleh para deixar o poder. O ditador, no que poderia ser uma manobra, disse que só assinaria o acordo proposto pelo Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) depois que a oposição e membros de seu partido o fizessem. O plano previa a renúncia de Saleh 30 dias após a assinatura do documento. A esperança do CCG era encerrar os três meses de protestos, nos quais pelo menos 130 pessoas foram mortas.

A oposição, contudo, desconfiou da postura do ditador, um sobrevivente político astuto há mais de 30 anos. “Não aceitaremos a concordata se o presidente não assinar como parte envolvida, e pedimos ao CCG, aos Estados Unidos e à União Europeia que pressionem Saleh a fazê-lo”, disse Atwani.

Histórico – Saleh parecia prestes a firmar o acordo, que garante imunidade contra processos a ele, seus familiares e assessores, mas, na semana passada, se recusou a colocar seu nome no documento na capacidade de presidente. Na quinta-feira o CCG ofereceu um plano modificado, no qual 15 representantes do partido governista e da oposição chancelariam o plano em Sanaa junto com Saleh. Não houve sucesso.

Uma fonte do CCG disse que os ministros das Relações Exteriores do Golfo podem tentar se reunir em Riyad no domingo para discutir a crise política iemenita. Estados do Golfo Pérsico como a Arábia Saudita, vizinha do Iêmen, estão ansiosos para ver a paz retornar ao país empobrecido que luta para lidar com as rebeliões internas e para combater o braço da Al Qaeda na Península Árabe. Mas os manifestantes anti-Saleh, furiosos com a corrupção generalizada e a pobreza, estão se impacientando com o impasse.

(Com agência Reuters)