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Oposição ameaça cortar gás do Brasil

Por Guilherme Amorozo
9 set 2008, 12h47

Manifestantes oposicionistas ao governo do presidente boliviano Evo Morales ocupam nesta terça-feira diversos edifícios estatais, bloqueiam estradas e postos alfandegários, e ameaçam cortar o fornecimento de gás natural para Brasil e Argentina. Existe risco de interrupção do fornecimento dos departamentos (estados) de Beni, Santa Cruz e Tarija, todos governados pela oposição.

A principal ameaça vem do departamento de Santa Cruz, o mais rico da Bolívia, onde diversos pontos de fronteira com o Brasil foram tomados e fechados. O líder dos protestos ali, David Sejas, planeja “enfrentar os militares” para chegar às válvulas dos poços de gás que abastecem o Brasil, conforme declaração dada por ele à BBC Brasil. Sejas comanda a União Juvenil de Santa Cruz, grupo estudantil radical que anunciou a tomada de uma série de postos alfandegários do estado, além de ter expulsado voluntários e funcionários cubanos e venezuelanos que trabalham na região, segundo reportagem do jornal O Globo.

Ligações fronteiriças com o Brasil também estão fechadas em Beni e Pando, outro departamento governado pela oposição. Em Tarija, de onde a Petrobras extrai a maior parte do gás que vem para o país, há ameaças de fechamentos semelhantes ¿ de fronteiras e de instalações de extração de gás.

Segundo a imprensa boliviana, manifestantes também bloqueiam estradas nestes estados, deixando-os praticamente isolados do restante do país. Vôos foram cancelados para Pando e Tarija ¿ neste último, manifestantes impuseram toque de recolher na segunda-feira, de acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo. Tarija concentra 60% da produção de gás boliviana, e possui 85% das reservas.

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Assistencialismo ¿ Em todos os locais, o que motiva os protestos é uma disputa entre oposição e governo pela renda do gás ¿ apropriada em parte pelo presidente Morales para um programa assistencialista. O governo boliviano decidiu reduzir o repasse do IDH, um dos impostos sobre hidrocarbonetos, aos estados, para financiar o pagamento de pensão a todos os maiores de 60 anos ¿ uma espécie de Bolsa Família para idosos.

A crise política na Bolívia piorou depois que o governo de Evo Morales venceu o reverendo revogatório no mês passado. A votação permitiu a Morales que mantivesse seu mandato, assim como os governadores dos departamentos governistas. Na segunda, ele garantiu aos governos brasileiro e argentino que o abastecimento de gás não está ameaçado.

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