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Opaq pede trégua na Síria para garantir destruição de arsenal químico

Diretor-geral da organização afirma que prazos de acordo só poderão ser cumpridos se inspetores conseguirem trabalhar

Por Da Redação - 9 out 2013, 16h27

O diretor-geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), Ahmet Uzumcu, fez um apelo nesta quarta-feira para que seja colocado em prática um cessar-fogo na Síria. Segundo o diretor, a trégua é necessária para permitir que os inspetores que trabalham na destruição do arsenal químico do ditador Bashar Assad possam executar sua tarefa e para que os prazos de eliminação das armas sejam cumpridos.

“Eu acho que a eliminação desse arsenal é do interesse de todos. Desta forma, se pudermos conseguir alguma cooperação de todas as partes e se algumas tréguas temporárias puderem ser estabelecidas para permitir que nossos especialistas trabalhem em um ambiente propício, acho que nossos objetivos podem ser alcançados”, disse o diretor-geral, acrescentando que os inspetores devem visitar nos próximos dias mais vinte locais onde armas químicas são estocadas. Segundo informações divulgadas pelo regime sírio há duas semanas, vários desses locais ficam em zonas onde ocorrem combates entre rebeldes e forças do governo. Esta é a primeira vez que inspetores da Opaq tentam destruir um arsenal químico em meio a uma guerra civil.

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A Síria tem até o início de novembro para destruir as máquinas responsáveis pela produção das armas químicas. Já a destruição do arsenal deve ocorrer até o fim do primeiro semestre de 2014, segundo as diretrizes estabelecidas no acordo proposto pela Rússia em setembro e aceito pelos EUA e pelo Conselho de Segurança da ONU. Uzumcu disse que a meta é “apertada”, mas não “irreal” e que os inspetores estão preparados para fazer valer o acordo. O chefe da Opaq afirmou ainda que “as autoridades do país têm cooperado” com o trabalho dos inspetores.

No último domingo, funcionários sírios começaram a destruir alguns equipamentos usados para disparar as armas químicas. Segundo uma nota distribuída pela ONU, “funcionários sírios usaram maçaricos e máquinas trituradoras para destruir ou inutilizar uma gama de objetos”.

A primeira equipe de inspetores da Opaq chegou em Damasco no dia 1º de outubro. Nesta quarta-feira, Uma segunda equipe com catorze pessoas chegou ao Líbano, de onde deve partir posteriormente para se unir à missão de especialistas que já está na Síria.

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(Com agência EFE e Reuters)

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