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ONU teme que Irã tenha mais usinas secretas

A revelação, feita em setembro, de que o Irã mantinha em segredo uma segunda usina de enriquecimento de urânio levanta suspeitas sobre a possibilidade de outras instalações nucleares secretas no país, de acordo com um relatório da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta segunda-feira.

O documento afirma que o Irã disse à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que começou a construir o local subterrâneo perto de Qom em 2007, mas a AIEA obteve provas de que as obras começaram em 2002, pararam em 2004, e foram retomadas em 2006. Segundo o documento, espera-se que o local comece a anriquecer urânio em 2011.

A IAEA afirmou que demora do Irã em notificar a agência e dar explicações “não contribui para a construção da confiança” e “levanta dúvidas se outras questões nucleares não foram informadas à agência”.

Inspetores da AIEA também descobriram que o Irã reduziu, desde agosto, o número de centrífugas de enriquecimento de urânio em operação na sua principal usina de Natanz, apesar de ter aumentado levemente o número de máquinas instaladas.

Apesar do Irã afirmar que seu programa nuclear tem fins pacíficos, muitas nações ocidentais temem que o país esteja enriquecendo urânio para a construção de armas nucleares.

Negociações – Nesta segunda-feira, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, declarou que os direitos nucleares do país não são negociáveis. “Os direitos nucleares da nação iraniana não são negociáveis e nossa cooperação nuclear acontecerá dentro da estrutura da agência nuclear da ONU. A cooperação nuclear com o Irã é benéfica para o Ocidente”, disse Ahmadinejad.

No domingo, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama disse que o tempo para a diplomacia está acabando na disputa sobre o programa nuclear iraniano. O esboço de um acordo promovido pela AIEA pede ao Irã que envie 75% de seu urânio de baixo grau de enriquecimento à Rússia e à França para que seja transformado em combustível para um reator em Teerã.

O Irã afirma que prefere comprar combustível para reator de fornecedores estrangeiros ao invés de enviar seu urânio de baixo enriquecimento, que pode ser usado numa bomba caso seja mais enriquecido.

(Com agência Reuters)