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ONU: situação é muito perigosa para os observadores na Síria (chefe da missão)

Por Bassem Tellawi - 19 jun 2012, 19h05

A violência na Síria “aumenta” e torna muito perigosa a missão dos observadores da ONU no país, declarou nesta terça-feira o chefe desta missão, general Robert Mood, ao Conselho de Segurança, segundo diplomatas.

O general Mood ressaltou as condições que pioram no país, quatro dias depois de ter suspenso as patrulhas dos 300 observadores das Nações Unidas desarmados.

“A violência aumenta”, declarou o general Mood, ressaltando que as patrulhas dos observadores não podiam mais atuar com toda a segurança, segundo esses diplomatas.

Igor Pankin, embaixador adjunto da Rússia na ONU, lamentou durante a reunião que o general Mood não tenha consultado o Conselho de Segurança antes de decidir suspender a missão dos observadores, ainda segundo os diplomatas.

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O diplomata russo também ressaltou que o governo de Bashar al-Assad não é o único responsável pela violência no país, acrescentou.

O Conselho de Segurança, onde duas resoluções contra o governo já foram bloqueadas por Pequim e Moscou, se reuniu no dia seguinte a um apelo do presidente americano, Barack Obama, e de seu homólogo russo Vladimir Putin pelo “fim imediato” da violência “com o objetivo de acabar com o derramamento de sangue”.

A revolta na Síria se militarizou frente a uma repressão brutal. Em 15 meses de revolta, mais de 14.400 pessoas morreram, em sua maioria civis, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

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