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ONU rejeita anistiar os que cometeram crimes de guerra e contra a humanidade na Síria

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos espera que as negociações de paz em Genebra possam “acabar com os horrorosos abusos e violações da lei internacional"

Por Da Redação 1 fev 2016, 09h33

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al-Hussein, disse nesta segunda-feira que a ONU não deve anistiar as pessoas que tenham cometido crimes de guerra e crimes contra a humanidade no conflito sírio.

“Temos o princípio nas Nações Unidas de que nenhuma anistia deveria ser considerada para aqueles suspeitos de ter cometido crimes de guerra e crimes contra a humanidade”, disse Zeid em entrevista coletiva durante as negociações de paz em Genebra sobre o conflito na Síria.

O alto comissário expressou esperança de que “após cinco anos vendo o povo sírio ser submetido a uma execução pública, as negociações possam acabar com os horrorosos abusos e violações da lei internacional”. Zeid lembrou que a entidade que dirige não tem presença na Síria e que controla o que ocorre ali através de uma rede de colaboradores de defensa dos direitos humanos e de funcionários países adjacentes.

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Com relação ao papel da Turquia e às alegações que indicam que o país permite que militantes do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) atravessem impunemente suas fronteiras, Zeid se limitou a dizer que espera que Ancara entenda a importância deste grupo “não ter êxito”.

O alto comissário também defendeu as centenas de milhares de refugiados sírios que fugiram de seu país e puseram sua vida e a de seus parentes em perigo para buscar uma nova chance na Europa longe do horror da guerra. “Estou profundamente alterado pela retórica de rejeição a estes refugiados e pela inaceitável politização do problema. É surpreendentemente irresponsável”, sustentou.

“Estas pessoas estão sofrendo uma dupla tragédia. Sofreram suficiente por causa do fracasso do Conselho de Segurança e ainda chegam na Europa e são discriminados desta maneira”, acrescentou. Zeid se referiu especificamente à nova legislação dinamarquesa que permite confiscar todos os bens dos refugiados que cheguem a suas fronteiras para ajudar a custear sua estadia.

(Com agência EFE)

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