Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

ONU reforça pedido por libertação de opositor venezuelano

Dias depois de a Venezuela ser eleita para o Conselho de Segurança da organização, alto comissário de direitos humanos exige libertação de Leopoldo López

O alto comissário para os direitos humanos da ONU, Zeid Ra’ad Hussein, reforçou nesta segunda-feira o apelo para que o chefe do partido de oposição Vontade Popular, Leopoldo López, seja libertado de forma imediata na Venezuela. O Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias do Conselho de Direitos Humanos da ONU já havia divulgado uma resolução referente à situação de López. O documento foi rejeitado pelas autoridades venezuelanas.

Leia também:

Polícia prende dois suspeitos de assassinato de deputado

“Oposição não pode dialogar enquanto dirigentes estão presos”, diz secretário da OEA

López foi preso no dia 18 de fevereiro ao dar respaldo e voz aos estudantes que foram protestar pacificamente contra o governo em Caracas e em outras cidades. Civil, ele foi levado a uma prisão militar, na qual é mantido até hoje. Acusado de incitar a violência, entre outros crimes, ele poderá pegar até 10 anos de prisão, caso seja condenado. Além de López, a resolução da ONU exige a libertação de outras 69 pessoas presas de forma arbitrária no primeiro semestre de 2014.

“Exorto as autoridades venezuelanas a atuar de acordo com as opiniões do grupo de trabalho e a liberar imediatamente os senhores López e Ceballos, e todos os detidos por exercer seu legítimo direito a expressar-se e protestar pacificamente”, afirmou Hussein, em comunicado. “A prolongada e arbitrária detenção de opositores políticos e manifestantes na Venezuela está causando cada vez mais preocupação internacional”, acrescentou. Daniel Ceballos, ex-prefeito de San Cristóbal e companheiro de partido de López, foi preso em março, acusado de “instigar rebelião”.

Conselho de Segurança – A manifestação do alto comissário ocorre dias depois de a Venezuela ter sido eleita para fazer parte, como membro não permanente, do Conselho de Segurança. A escolha foi vendida pelo presidente Nicolás Maduro como um “respaldo” dos países da ONU ao país. A Venezuela deverá usar suas intervenções no órgão que zela pela segurança mundial mais como um palanque, como indicou a nomeação da filha de Chávez, Gabriela, para transmitir “a voz do comandante para os povos do mundo”. A candidatura também foi o tema do discurso de Maduro na Assembleia Geral, em setembro.