ONU: Israel e palestinos cometeram possíveis crimes de guerra em Gaza

Após sua publicação, Israel acusou o Conselho responsável pela produção do relatório de parcialidade, mas declarou que irá estudar o documento

Por Da Redação - 22 jun 2015, 11h39

Israel e os grupos armados palestinos ligados ao Hamas cometeram possíveis crimes de guerra durante o conflito em Gaza em 2014, aponta um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) publicado nesta segunda-feira em Genebra. A Comissão Independente de Investigação das Nações Unidas sobre o conflito de Gaza em 2014 reuniu “informações substanciais que colocam em evidência possíveis crimes de guerra cometidos pelos dois lados do conflito”, assinala o texto encomendado pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Após sua publicação, Israel acusou o Conselho responsável pela produção do relatório de parcialidade, mas declarou que irá estudar o documento. A juíza americana Mary McGowan, que preside a comissão encarregada de realizar o informe, destacou que “a amplitude da destruição e do sofrimento humano em Gaza não tiveram precedentes e terão um impacto nas futuras gerações”. O relatório denuncia “a impunidade que prevalece em todos os níveis” no que diz respeito à ação das forças israelenses e convoca Israel a “mudar seu infeliz balanço” para perseguir os responsáveis pelo conflito que durou 51 dias entre julho e agosto de 2014.

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Além disso, o documento lamenta que as autoridades palestinas tenham “fracassado sempre” em sua missão de levar à Justiça aqueles que violam as leis internacionais. Do lado palestino, 1.462 civis morreram, um terço deles crianças. Enquanto do lado israelense seis civis morreram e 1.600 ficaram feridos, segundo o relatório. Contando os combatentes, ocorreram 2.140 mortes do lado palestino e 73 entre os israelenses. A comissão se declarou “preocupada pelo uso excessivo por Israel de armas letais em um raio de impacto que incluía áreas civis”, e também denunciou o lançamento indiscriminado de milhares de foguetes por parte dos palestinos com o objetivo de “semear o terror” entre os civis israelenses.

Em resposta à publicação do relatório, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que “Israel não comete crimes de guerra”. “Israel se defende contra uma organização terrorista que pede sua destruição e que realiza crimes de guerra”, disse Netanyahu em um comunicado, se referindo ao movimento islamita Hamas, que governa na Faixa de Gaza. “O Hamas saúda a condenação no relatório do ocupante sionista por seus crimes de guerra durante a última guerra travada contra Gaza”, disse Fawzi Barhum, porta-voz do movimento.

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(Da redação)

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