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ONU insinua que Coreia do Norte continua a desenvolver armamento nuclear

Documento vazado diz que o país 'provavelmente' miniaturizou as bombas apesar de não conduzir nenhum teste nuclear desde 2017

Por Da Redação Atualizado em 4 ago 2020, 11h31 - Publicado em 4 ago 2020, 11h21

Apesar de não conduzir nenhum teste nuclear desde 2017, a Coreia do Norte continua a desenvolver e sofisticar seu programa de armas nucleares, afirma um relatório vazado da Organização das Nações Unidas (ONU). O texto foi submetido ao Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira 3.

O relatório foi elaborado por um painel independente que monitora o cumprimento de sanções da ONU. O texto especula que Pyongyang “provavelmente desenvolveu dispositivos nucleares miniaturizados que cabem nas ogivas de seus mísseis balísticos”. Os países, não identificados, que elaboraram o relatório, acreditam que os testes nucleares da Coreia do Norte no passado provavelmente ajudaram o país a desenvolver seus dispositivos em miniatura.

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A Coreia do Norte “pode buscar o aprimoramento da miniaturização para incorporar melhorias tecnológicas, como capacidade de penetração ou, potencialmente, de desenvolver diversos sistemas de ogivas”, segundo um dos países autores do texto.

A miniaturização de uma arma nuclear permite ao país incorporar a ogiva a um míssil de pequeno, médio ou longo alcance. A Coreia do Norte já demonstrou ter capacidade de atingir os Estados Unidos com mísseis intercontinentais e, nos últimos anos, Coreia do Sul e Japão se mantiveram alertas devidos aos constantes testes de mísseis norte-coreanos.

Em 2018, a Coreia do Norte acatou um pedido internacional e inutilizou a instalação subterrânea de testes nucleares Punggye-ri, porém não permitiu a fiscalização de especialistas independentes. O relatório afirma que Pyongyang apenas obstruiu a entrada, e, se decidir voltar a realizar os testes, pode deixar a base operante num prazo de até três meses.

  • O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou na última semana que não haverá mais guerras, uma vez que as armas nucleares garantem a paz apesar da pressão externa contra o país. Coreia do Norte e a vizinha do sul nunca chegaram a um acordo de paz após a guerra que separou a península na década de 1950. Os países vivem em clima de tensão desde então com somente um armistício frágil sustentando a paz. Os Estados Unidos mantêm uma base militar na Coreia do Sul, e os constantes exercícios militares conjuntos são recebidos com ameaças por parte de Pyongyang.

    O relatório também diz que a Coreia do Norte está violando as sanções impostas desde 2006 pelo Conselho de Segurança por meio de “extração marítima ilícita de carvão mineral”. O exportação do minério está parada temporariamente por conta da pandemia de Covid-19, segundo o texto. Apesar do relatório afirmam que o país não realiza testes nucleares desde 2017, os testes com mísseis de curto e longo alcance nunca pararam.

    Tanto Seul quanto Pyogyang tentaram se reaproximar nos últimos anos, mas a relação amargou após desertores norte-coreanos terem enviado balões com propaganda política para o norte, que respondeu explodindo o único prédio por onde os dois países se comunicavam.

    (Com Reuters)

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