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ONU impõe sanções a transportadora norte-coreana que carregava armas de Cuba

Embarcação foi interceptada no ano passado no Panamá. A punição foi imposta devido à violação do embargo imposto ao regime de Kim Jong-un

Por Da Redação 29 jul 2014, 20h28

Um ano após uma embarcação norte-coreana ser interceptada no Panamá com armamentos soviéticos provenientes de Cuba e escondidos embaixo de sacos de açúcar, um comitê do Conselho de Segurança da ONU impôs nesta terça-feira as primeiras sanções sobre o caso. O alvo foi a empresa de transporte norte-coreana Ocean Maritime Management Company Ltd., que tem sede em Pyongyang. A companhia fica impedida de funcionar fora do país por ter violado o embargo mundial de armamentos imposto à Coreia do Norte devido ao seu programa nuclear. O comitê determinou ainda que os países membros da ONU congelem os bens da transportadora, informou o jornal espanhol El País.

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A embaixadora americana na ONU, Samantha Power, acusou Coreia do Norte e Cuba de terem feito uma “tentativa cínica e ilegal de evitar as sanções da ONU que proíbem a exportação de armas” ao regime de Kim Jong-un.

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A embarcação norte-coreana foi descoberta após autoridades panamenhas desconfiarem do transporte de drogas. O navio foi vasculhado e, sob toneladas de açúcar, foram encontrados os armamentos. O governo cubano tentou explicar a situação dizendo que o material era “obsoleto”, de uso defensivo, e passaria por uma manutenção na Coreia do Norte para depois ser devolvido.

Pyongyang também tentou argumentar, dizendo que o contrato firmado com a ditadura dos irmãos Castro era “legítimo”. Após serem investigadas por especialistas do Conselho de Segurança da ONU, as armas foram postas sob custódia da polícia panamenha. Já o açúcar que era transportado pela embarcação permanece em celeiros do Ministério do Desenvolvimento Agropecuário do Panamá, localizados na zona central do país.

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Dos 35 tripulantes detidos inicialmente pelas autoridades panamenhas, 32 foram liberados no início deste ano. O capitão, um oficial e o comissário político da embarcação foram libertados este mês, depois que a Justiça panamenha decidir que eles não haviam cometido nenhum crime no país. Os três oficiais viajaram para Cuba, segundo o El País.

A embarcação norte-coreana também rumou para um porto cubano, em maio, depois do pagamento de uma multa de 693.000 dólares imposta pela Autoridade do Canal do Panamá pela tentativa de cruzar a via interoceânica sem declarar o carregamento de armas.

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