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ONU faz pedido recorde de emergência para Síria

Nações Unidas pediram 5,2 bilhões de dólares para ajuda humanitária

Por Da Redação 7 jun 2013, 09h45

A ONU anunciou nesta sexta-feira que vai precisar de 5,2 bilhões de dólares para atender as necessidades humanitárias dos sírios até o final deste ano, o pedido recorde realizado em toda a história da organização. O número é quase 2,5 vezes maior do que o financiamento calculado pelas Nações Unidas no começo do ano para prestar socorro – até dezembro próximo – aos civis, vítimas de dois anos de guerra civil.

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Entenda o caso

  1. • Durante a onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o governo do ditador Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes enfrentam forte repressão pelas forças de segurança. O conflito já deixou dezenas de milhares de mortos no país, de acordo com levantamentos feitos pela ONU.
  3. • Em junho de 2012, o chefe das forças de paz das Nações Unidas, Herve Ladsous, afirmou pela primeira vez que o conflito na Síria já configurava uma guerra civil.
  4. • Dois meses depois, Kofi Annan, mediador internacional para a Síria, renunciou à missão por não ter obtido sucesso no cargo. Ele foi sucedido por Lakhdar Brahimi, que também não tem conseguido avanços.

As necessidades financeiras para atender os refugiados sírios – hoje 1,6 milhão, mas podem chegar a 5 milhões até o final do ano – excedem (com 3,8 bilhões de dólares) ao que se requer para levar ajuda dentro da Síria (1,4 bilhão de dólares).

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A ONU estima que 10,25 milhões de sírios, metade da população, precisarão de ajuda humanitária até o final de 2013. As novas previsões, em um plano atualizado de resposta à crise na Síria, inclui mais do que uma duplicação da população de refugiados, dos atuais 1,6 milhão para 3,45 milhões, espalhados por Líbano, Jordânia, Turquia, Iraque e Egito. Mas a avaliação não prevê aumento no número de sírios dentro do país que precisarão de ajuda entre agora e o final do ano, fixando o número em 6,8 milhões.

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O Programa Mundial de Alimentos da ONU, que entregou 500 milhões de refeições na Síria até agora neste ano, estima que seus custos semanais subirão dos quase 20 milhões de dólares atuais para 36 milhões de dólares após setembro. O programa diz ter um déficit de financiamento em cerca de 725 milhões de dólares. “Estes números são enormes. Eles não são sustentáveis a longo prazo”, disse o diretor-executivo adjunto do programa, Amir Abdulla.

“Chegamos a um estágio na Síria em que algumas das pessoas, caso não recebam comida do Programa Mundial de Alimentos, simplesmente não comem”, disse o coordenador regional de emergência na Síria do programa, Muhannad Hadi.

(Com agências EFE e Reuters)

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